Aconteceu comigo
October 20th, 2009 por vanessa
O telefone tocou e eu estava apressada pra trabalhar. Atendi e uma voz familiar disse um “Boalidabainha taí?”. Naturalmente, não entendi a primeira parte e perguntei de volta: “Que?”
Ele respondeu do mesmo jeito embolado por mais duas vezes e foi aí que cometi o primeiro e gigantesco erro. Entreguei à minha mãe (que estava em casa passando uns dias), dizendo:
- Mãe, acho que é o tio fulano…
A desse momento, foi mico em cima de mico. Conversamos com essa pessoa como se fosse alguém da família, não percebemos todos os óbvios sinais de que algo estava errado: a começar pela voz, parecida mas não igual a do tal tio, nomes trocados e respostas evasivas a perguntas pessoais.
Resultado: morremos numa grana boa no final da história.
Como a gente não se deu conta do golpe no momento em que ele pediu compra de créditos para um celular é a pergunta que não quer calar. Acho que foi culpa do assédio horrível que não te deixava pensar.
O certo é, meus caros, que caímos todos (porque o Renato, que nem estava em casa, acabou se envolvendo na história) no golpe do pré-pago.
Morremos numa graninha boa, tão alta quanto o prejuízo moral, e estamos algo meio tensos até hoje. Afinal, o tal “tio” tem nossos telefones (os celulares também), nomes de parentes (arrancados no meio da conversa) e quetais.
Obviamente, fizemos um BO. E aí, começou outra novela…
Jornalista, casada, dois filhos, vivendo agora em Sao Paulo, Brasil.