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Aconteceu comigo

O telefone tocou e eu estava apressada pra trabalhar. Atendi e uma voz familiar disse um “Boalidabainha taí?”. Naturalmente, não entendi a primeira parte e perguntei de volta: “Que?”

Ele respondeu do mesmo jeito embolado por mais duas vezes e foi aí que cometi o primeiro e gigantesco erro. Entreguei à minha mãe (que estava em casa passando uns dias), dizendo:

- Mãe, acho que é o tio fulano…

A desse momento, foi mico em cima de mico. Conversamos com essa pessoa como se fosse alguém da família, não percebemos todos os óbvios sinais de que algo estava errado: a começar pela voz, parecida mas não igual a do tal tio, nomes trocados e respostas evasivas a perguntas pessoais.

Resultado: morremos numa grana boa no final da história.

Como a gente não se deu conta do golpe no momento em que ele pediu compra de créditos para um celular é a pergunta que não quer calar. Acho que foi culpa do assédio horrível que não te deixava pensar.

O certo é, meus caros, que caímos todos (porque o Renato, que nem estava em casa, acabou se envolvendo na história) no golpe do pré-pago.

Morremos numa graninha boa, tão alta quanto o prejuízo moral, e estamos algo meio tensos até hoje. Afinal, o tal “tio” tem nossos telefones (os celulares também), nomes de parentes (arrancados no meio da conversa) e quetais.

Obviamente, fizemos um BO. E aí, começou outra novela…

bobagenzinha familiar

vai encarar?

na teoria, a prática é outra

mr. big no brasil!!!

Havia um menino

flagrante no salão de beleza

é isso.

o sapo não lava o pé…

a volta dos que não foram

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