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sem palavras

Salvei essa foto ontem para publicar e acabei me esquecendo. Aí, vi que a Denise publicou e voltei aqui pra fazer o update. Gente, é impressionante. Desilude. Dói mesmo.

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Descoberto quarto caso de mulher presa entre homens no Pará

Update 2: Surge 3º caso de mulher presa em cela com homens no Pará
Crise na Polícia Civil se estende até Tucuruí. Pais de menina de 15 anos, que dividiu cela com 20 homens, ganham proteção especial.

Gente, eu subi esse post porque estou completamente perplexa com essa história. E, pior, parece que ainda tem mais…

Polícia do PA confirma outro caso de mulher presa com homens
Ela dividia a cela com 70 detentos, afirma a polícia.
Estado deve ser processado pela prisão de jovem em Abaetetuba.
 

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Update: O escândalo do Pará - Jovem de 15 anos, que foi mantida numa cela com 20 homens, diz que era obrigada a manter relações sexuais em troca de comida. O Superintendente da Polícia Civil no estado tenta justificar dizendo que se a garota tivesse dito que era menor de idade, teria sido dado outro procedimento.

- Adolescente fica presa em cela com 20 homens por um mês
Caso foi denunciado pelo Conselho Tutelar de Abaetetuba, no Pará.
Adolescente teria dito que recebeu ameaça de policiais para deixar a cidade.

- Jovem de 18 anos é assassinada depois de mantida refém durante 11 horas pelo ex-namorado, no litoral de São Paulo. O seqüestrador também morreu.

Foi a segunda vez que Gilmar manteve a ex-noiva refém. Em junho, ela passou mais de três horas dentro da casa onde morava sob a ameaça de um revolver, até que o rapaz resolveu se entregar.

A pena por manter alguém em cárcere privado é de três anos de cadeia. E por porte ilegal de arma, de quatro anos. Mas, na ocasião, Gilmar ficou preso por apenas um mês. O advogado dele entrou com um pedido de liberdade provisória para que o cliente fosse submetido a um tratamento psiquiátrico.

Gilmar foi liberado pela Justiça, mas o tratamento não chegou a ser realizado pela família.

14 Pitacos para o post “sem palavras”

  1. em 21 Nov 2007 às 8:07 am Serbão

    segundo o tio Rei Azedo, a culpa da prisão da menina é do PT e do MST. é sério, ele escreveu isso.
    ele já tá perdendo a graça.

  2. em 21 Nov 2007 às 8:59 am Cynthia Semíramis

    Recebi por e-mail esse caso da menina. Absurdo demais. O que me irrita no caso do seqüetrador é que sempre aparece algum idiota pra dizer como ele é romântico e apaixonado, como se amar alguém fosse matar quem não te quer mais. Acho que vou até postar sobre isso, mas mais tarde. Estou muito furiosa agora, e não quero fazer um post raivoso demais.

  3. em 21 Nov 2007 às 9:57 am Ana Lucia

    esse Reinaldo Azevedo é um tarado, uma figura circense, ele devia fazer programa de humor, coitado…

  4. em 21 Nov 2007 às 11:24 am carla

    Ei Vanessa vi seu post no sindrome de estocolmo e vim dar uma passadinha aqui, moro nos EUA, as vezes passo dois dias sem ler noticias do brasile foi isso que aconteceu nos ultimos dias, e nao pra minha surpresa mais uma tragedia, concordo com a Cyntia ai em cima, se nao tem o que falar, pelo menos nao fale de amor em um caso desses.

  5. em 21 Nov 2007 às 12:49 pm Leila

    Esse caso do Para e’ inaceitavel. Quem devia ir parar na cadeia e’ o delegado que a colocou na cela.

  6. em 21 Nov 2007 às 1:40 pm vanessa

    E o mais incrível da historia do assassinato é que o cara já tinha tentado outra vez e ficado tudo por isso mesmo. Fiquei sem palavras quando li esse detalhe.

    E Cynthia, a tese do amor em casos assim ainda é bastante usado mesmo e, pior, muitos acreditam nela. Volta e meia me lembro desta história: “Casal do onibus 499 se reconcilia“.

    E a história do Pará é horrenda, horrenda. Chega a ser surreal. Só espero que realmente de em alguma coisa, que esses monstros sejam punidos e que essa menina seja atendida e amparada com dignidade…

  7. em 22 Nov 2007 às 7:21 am Cynthia Semíramis

    Alguém acredita em amor nesse caso do ônibus? É “melhor” reconciliar, a pedido da família, do que o cara aprontar mais alguma… afinal, a “culpa” de tudo é da mulher, foi ela que resolveu sair da relação. E eu fico pensando porque ninguém a ajudou psicologicamente depois do seqüestro do ônibus. Era o mínimo a ser feito por ela, a vítima principal.

  8. em 22 Nov 2007 às 7:28 am vanessa

    A sensacao que tive é que ela foi totalmente abandonada, Cynthia. Fico imaginando a pressao pela qual ela deve ter passado até aceitá-lo de volta, e muito do discurso deve ter sido esse mesmo, que o tal sequestro foi uma prova de amor.

  9. em 22 Nov 2007 às 11:01 am Barbara

    Parece que nessa historia da jovem de quinze anos estão dizendo que ela tem é vinte na verdade, como se isso fosse atenuante. É grotesto, absurdo e nojento, independente da idade!Revolta…
    Abraço!

  10. em 22 Nov 2007 às 11:45 am Alline

    Van, eu morei no Pará (interior do Pará) por dois anos. E depois de tudo que eu vi lá, nem me admira esse caso. Sério, o Norte do Brasil é outro Brasil. É uma terra sem lei. Eles acham (não tô generalizando, lógico) que é tudo “normal”, como disse o delegado numa das entrevistas que li, colocar uma mulher (tenha ela 15, 20, 50 anos) junto com 20 homens encarcerados se não tem prisão feminina na cidade. O que me deixou totalmente com raiva foi o fato de uma mulher (delegada) envolvida na história. Putz, cara, uma mulher fazendo isso com outra…francamente!
    Um beijo grande

  11. em 22 Nov 2007 às 12:33 pm Cynthia Semíramis

    A grande sacanagem é que agora todo mundo vai falar da delegada que prendeu a menina em flagrante, e vai se esquecer de falar de todo o resto da delegacia (inclusive delegados homens) que mantiveram o cativeiro ilegal e se esqueceram de pedir a transferência da menina por falta de ala feminina.

    Olha, eu nem me espanto mais com delegadA ou policial feminina. O raciocínio del@s é outro: se foi preso, é bandido, deixou de ser humano e por isso merece sofrer. Sabe o idolatrado capitão Nascimento? Pois é…

  12. em 22 Nov 2007 às 3:35 pm vanessa

    Gente, parece que ela tem 15 anos mesmo. Foi comprovada a autenticidade da certidao de nascimendo: dezembro de 91. Parece que a família estava sendo pressionada para falsificar a certidao e ela figurar como mais velha. De qualquer maneira, de fato, isso nao faz diferenca, a imoralidade segue a mesma. Agora, mesmo que ela fosse um menino, o fato de ser menor de idade já é motivo mais do que suficiente pra ela nao ser levada para um presidio, seja masculino ou nao. Ou seja, neste caso, o fato de nao ter presidio feminino no Estado nao é desculpa, porque nao seria pra lá que ela, menor, deveria teri sido mandada pra comeco de conversa. Ela tinha que ter sido encaminhada para uma entidade de atendimento a crianca e ao adolescente até que saísse a pena, que no caso de furto (sem outro agravante), talvez nem fosse a internacao. O problema já comecou errado desde o principio.

    Alline, me passou pela cabeca isso mesmo, até porque o outro caso também é no Pará. Nao quero fazer generalizacoes também, longe de mim, mas sei que o Norte do país é bastante “esquecido”, digamos assim

    Cynthia, concordo totalmente com voce. O problema nem é de genero, é de classe. Para certos tipos de profissional “da lei”, o raciocínio é mesmo o do “Capitao Nascimento”…

  13. em 23 Nov 2007 às 9:34 am Raquel

    O delegado deveria ser exonerado e preso. Mas sendo esta terra esculhambada do jeito que é, se bobear vai ganhar um aumento.

  14. em 23 Nov 2007 às 12:38 pm vanessa

    E a história fica cada vez pior, Raquel

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