se lembram disso?
November 23rd, 2007 por vanessa
Outro dia, vi que a Globo exibiu um Linha Direta sobre o caso Mônica Granuzzo. Quem está por volta dos trinta e poucos anos, deve se lembrar dessa história.
Mônica tinha 14 anos quando morreu depois de despencar do sétimo andar de um prédio na Lagoa, Rio de Janeiro.
O caso até hoje está mal contado, pois a menina estava em companhia do modelo fotográfico e lutador de jiu-jitsu Ricardo Peixoto Sampaio, 22 anos e, talvez, de mais dois outros jovens: Alfredo Patti do Amaral e Renato Orlando Costa, ambos com 19 anos. Os três eram filhos da classe média carioca, freqüentavam danceterias da moda e viviam dando pinta em Ipanema.
Ricardo, o principal suspeito, contou numa primeira versão que a menina tinha se jogado depois de “confessar” que era travesti. Tem uma entrevista dele para a Glória Maria, com a maior cara de mané, sustentando essa versão. Depois, acabou dizendo que eles tiveram uma discussão, ela escorregou e caiu, ainda que ele tenha tentado salvá-la.
A versão oficial, assumida pelo Ministério Público, acabou não sendo nem uma nem outra. Parece que depois de tentar agarrar a menina, que teria resistido, o modelo partiu para a agressão física (ela estava com fortes hematomas pelo corpo). Ela tentou fugir pelo parapeito da janela que fazia ponte com o apartamento vizinho, escorregou e caiu.Os dois amigos de Ricardo teriam chegado depois, para ajudar a esconder o cadáver.
Pessoalmente, essa versão me parece bem absurda também.
Ricardo foi julgado pelo assassinato de Mônica e condenado a 20 anos de prisão. Alfredo e Renato foram condenados a um ano e cinco meses por ocultação de cadáver, mas como eram réus primários, cumpriram a pena em liberdade.
Eu tinha um ano menos que Mônica e me lembro de ter ficado impressionada com esse episódio, que causou comoção, especialmente no Rio. Acho até que por isso, os jovens foram julgados e condenados com relativa rapidez.
E enquanto refrescava a memória, me surpreendi com um detalhe. Quando a Mônica caiu, Ricardo foi atrás dos amigos que estavam numa festa junina pelas imediações, para que eles o ajudassem a dar sumiço no corpo. Não era tarde, nem 11 da noite, e enquanto ele ia e voltava, o corpo de Mônica estava no mesmo lugar, no pátio do playground.
Gente, nesse meio tempo, ninguém viu nada? Ninguém viu o corpo jogado no chão ou a movimentação dos rapazes?! Ninguém viu quando eles pegaram o corpo, enrolaram num cobertor e enfiaram dentro do carro? Estranho, né?
Enfim, em maio de 92, Alfredo sofreu uma parada cardíaca e morreu aos 26 anos. Renato se tornou executivo de uma multinacional. Ricardo cumpriu um terço da pena – oito anos e três meses – e depois ganhou o direito de ficar em liberdade condicional. Hoje, dá aulas de educação física e continua a freqüentar a praia de Ipanema.
Mônica estaria com 36 anos se estivesse viva.
Das tantas coisas bacanas que a gente se lembra dos anos 80, esse é um daqueles casos que demonstra que nem tudo foi look “molhado”, biquíni enroladinho, mochila da Company e cores esdrúxulas naquela época.
Fotos do site do “Linha Direta”.

Eu lembro muito bem. Ela saiu do antigo “Mamão com Açúcar” que também já foi “Roxy Rooller”, “Sambão”. Sabe como é, né.. ser temporona, a gente sabe tudo. E tem boa memória também.
) Além do mais, o “Roxy Roller” eu ia com minhas irmãs e primas, tinha um cachorro-quente ótimo, mas nunca soube patinar bem.
Só sei que foi bem chocante e muita gente (acusados em casos de assassinato e “vítimas” em alguns casos que não envolvem crimes) costuma se beneficiar do tempo em questões judiciais.
Tem a Lessin Rodrigues, em 77. Eu tinha dois anos, mas depois ouvia muito meu pai falar sobre isso; ficou pasmo porque ele teve como cliente no jornal no passado um dos acusados que acabou fugindo do Brasil.
putz, o Michel Frank??? ele foi assassinado lá na Suiça. quem pagou o pato aqui foi o cabeleireiro – não lembro o nome, que ajudou a ‘desovar’ o corpo se não me engano ali no Joá. a menina ficou nas pedras. e teve o linha direta da Ana Lidia, quinta passada. não cheguei a ver. um dos implicados era o Buzaidinho, filho do então ministro da justiça.
Me lembro muito bem do caso Cláudia Lessin Rodrigues, irmã da Garota de Ipanema, em 1977. Ela foi torturada, estuprada e morta no Leblon e encontrada nas pedras da Avenida Niemeyer. Esse crime foi apurado em 3 dias pelo inspetor Jamil Warwar, que foi afastado do caso pelo governador Faria Lima – que por sua vez, era amigo do empresário Egon Frank, pai do principal acusado, Michel Frank, que fugiu do Brasil quando teve sua prisão decretada. Disseram que Cláudia morreu de overdose numa festa de embalo, quando a perícia provou a sua morte por asfixia e no seu corpo não foram encontrados vestígios de drogas. Só o George Khour, cabeleireiro, foi condenado por ocultação de cadáver.
Esse crime foi uma grande comoção no Rio.
Meu pai falava de outra historia horrivel, com uma garota de nome Aida Curi, mas desse não lembro.
No Brasil tá cheio de historias assim.
Vc sabe dizer se os programas do Linha Direta ajudam em alguma coisa? ou é só pra lembrar a impunidade?
Serbon, não quis dizer o nome. Esse mesmo. Meu pai contou tuuuuudinho sobre o problema que deu, o abacaxi pro cabelereiro, esse cara que fugiu. Ainda bem que não devia nada ao meu pai. hehe ;-0
Eu tenho 39 anos e lembro muito bem, porque a Mônica estudava no mesmo colégio que eu (embora no turno da tarde, e eu de manhã) e o Alfredinho era um dos “gatos” mais cobiçados do trecho da praia de Ipanema que eu freqüentava na época (o Posto 10). A história foi um tremendo choque para todo mundo. Eu tenho a impressão que o Alfredinho passou um tempo na cadeia sim. O que eu não sabia é que ele morreu tão cedo. Parada cardíaca aos 26 anos? Talvez estivesse usando drogas.
Acho que esse caso funciona como alerta para outros jovens aprenderem que não se pode acobertar um crime, por mais amigo que seja. E para as meninas novas, aprender que é perigoso ir sozinha para o apartamento de um estranho – não importa o quão “cool” que ele pareça. A Mônica era muito, muito menina, coitadinha, não tinha a menor noção da encrenca em que estava se metendo. Eu sou(era) 3 anos mais velha que ela e esse pessoal do Alfredinho já era bem mais velho que eu, eles não tinham nada que mexer com garotinhas de 14. Aliás, isso é um problema no Rio de Janeiro, as meninas começam a ir nas boates muito novas, com 14, 15 anos, e há muitos rapazes maiores de idade mais do que dispostos a namorá-las. Comigo não foi diferente, a minha sorte é sempre ter me entrosado com pessoas boas. Mas se eu fosse pai de uma adolescente hoje em dia no Rio, lembrando como é que era essa fase, eu estaria preocupadíssima.
Ah, mas ninguém lembra que um deles, não lembro qual, depois virou modelo e saiu na capa de uma revista de Domingo do JB e choveram pencas de cartas e telefonemas protestando e a Iesa Rodrigues e a agência do rapaz defenderam que ele já tinha pagado sua dívida com a sociedade?
E o juiz filho da puta cujo nome me escapa agora que teve a canalhice de dizer para o pai da Monica que a menina realmente parecia um travesti? Leila, você não lembra, não? O cara era polêmico, vivia dando sentenças absurdas, desrespeitava vítimas, réus, familiares, um escândalo atrás do outro?
Beth, nao sei se o Linha Direta tem ajudado a solucionar crimes. Volta e meia acho que eles apresentam bandidos capturados por conta de algum programa. Isso eu até acredito que seja fato. Parece, sim, pelo que andei lendo, que o perfil do programa melhorou um pouco depois que o Domingos Meireles assumiu o comando. Está mais comedido e austero, sem aquele sensacionalismo a la Ratinho de antes.
Eu nao me lembro do assassinato da Claudia Lessin, mas conheco a história. A irma dela, lindíssima, é atriz nao é (Tania Rodrigues)? O do Aída Cury também já ouvi falar (esse foi nos anos 60, se nao me engano, e os assassinos foram absolvidos) e o da Ana Lidia é super obscuro mesmo. Eu ouvi falar que até nosso dignissimo ex-presidente Collor estava envolvido.
Nossa, Leila, fiquei arrepiada por voce ter conhecido esses personagens. Parece que a Monica foi para o apartamento enganada. O Ricardo disse que morava com os pais, que eles estavam lá e ele só queria pegar um casaco. Agora, cheguei a escrever e acabei deletando para o texto nao ficar muito grande que eu também tenho a sensacao de que ela era muito nova para frequentar boates e até mesmo pra andar com um cara tao mais velho, de noite e sem os pais conhecerem pessoalmente. Ela saiu com a permissao da mae, com o compromisso de voltar as 11 da noite. Obviamente, os pais nao podem, de maneira nenhuma, serem apontados como co-responsáveis pela morte da filha. De jeito nenhum. Mas, todo o cuidado é pouco, infelizmente.
O caso é que o fato de ele ser do mesmo bairro, morar perto, ser da praia, pareciam referencias suficientes. Esse foi um dos motivos do choque ter sido maior ainda: um crime dentro da classe média, cometido por meninos de classe média. Se hoje em dia as pessoas ainda se surpreendem com epsiódios semelhantes, imagina naquela época, quando a gente vivia a euforia dos anos 80, com abertura política, rock Brasil, Rock’n Rio, Armacao Ilimitada, ou seja, todo um universo onde o jovem, especialmente os do Rio (onde tudo se passava), ganhava protagonismo e lideranca. Existe toda uma análise sobre o impacto que este caso teve nas relacoes familiares no Brasil, especialmente na classe média.
Ah, sobre a morte do Alfredo, imaginei a mesma coisa que voce, parada cardìaca aos 26 parece overdose mesmo…
Raquel, teve um juiz que disse que ela parecia mesmo um travesti?! Gente, a gente tá mal de juizes, hein?! É cada patacoada que sai da boca dessas autoridades que vou te contar.
Um pequeno adendo: falei aí de “Sambão”, mas isso é dos anos 90. Era da Beija Flor, bem legal. Acho que só abria pela época do carnaval, uns 6 meses. E eu fui algumas vezes, apesar de não ser “sambista da gema”.
Comecei a sair com 14 anos, logo após a “fase boneca”. Quando se anda em grupos é meio estressante, mas é de certa forma uma proteção, independentemente da classe-social. Digo isso, porque as pessoas são preconceituosas no Rio e associam “ter amigos pobres” a “ter amigos da barra pesada violenta” e o perigo vem sempre de todos os lados, dos “bem formados”, bem nascidos. E muitas vezes não, claro.
A minha prima e uma das minhas irmãs cujas filhas estão na idade crítica (dos 15 aos 20) vivem de cabelo em pé. Acho que não mudou muito (a mídia que acelera mais nas “infos”), mas é que as meninas às vezes contam “umas lorotas” aparentemente inofensivas, mas depois pode dar galho. Levam bronca, né? Acho que deve haver diálogo. Meu pai era assim comigo, apesar de ser um cara calmo; era muito prudente, porque superprotetor. Liberava, mas ficava de olho. As mães das minhas amigas é que estragavam um pouco elas. Eu acho. Na vida é preciso ser mais safo, intuitivo. A ocasião faz o ladrão e também o assassino e o estuprador. Não costumo associar à índole, pois não acredito muito nisso. Que há disposição para se agir assim há, mas há situação também, mas não se pode evitar e proibir. Eu tenho essa opinião.
Hehehehehhe
Gi, sei lá se to ficando parecida com a minha mae (parece que isso fica inevitável com o tempo!), mas eu acho que nao deixaria um filho (homem ou mulher) ir para uma boate de noite aos 14 anos. Só se fosse para um aniversário, comigo buscando na porta. Minhas amigas todas comemoraram os 15 anos na principal boate da cidade, mas, os pais estavam lá e a gente tinha hora pra acabar.
Acho que a paranoia faz a gente ficar careta com o tempo. Ao mesmo tempo, estou totalmente de acordo que nao dá para reprimir. É até pior. O negócio é soltar, mas ficar de olho, procurar conhecer os amigos, se imiscuir um pouco (evitando, ao máximo,ser invasivo, claro). De qualquer maneira, o medo nao dá pra evitar. A gente só sossega mesmo quando o filho está em casa, dormindo, em paz. Essa é clássica!!!
Bom eu acho que ir ou nao à boate com 14 anos é coisa que varia de cidade pra cidade…no Rio de Janeiro pode ser bem mais barra, mas eu fui à boate com 14 anos e minha mae enchia o saco horrores, era uma coisa muito chata, porque todo mundo ia… e eu era daquelas que qto mais proibia pior era…agora entre ir à boate e ir ao apartamento de um cara sozinha vai uma boa distância né…a coitada da menina foi azarada mesmo, muita gente fez isso e nao terminou desse jeito, um horror. Acho que hoje em dia as meninas estao mais espertas, mas a violência nao parece ter diminuido nao. Beijocas.
E Van, anos 80 até por essa coisa festiva era uma época de muita detonaçao, de drogas e sexo. Foi a era do Cazuza e cia., antes de estourar a questao da AIDS, acho que as geraçoes de hoje, sao bem mais recatadas, em termos de drogas e mesmo de sexo. Nos anos 80, casar, virgindade e essas coisas era coisa careta…hoje em dia é bonito ficar noiva, casar de véu e grinalda, ficar morando com o pai e a mae, etc…
Ana, eu sou de uma cidade do interior também e só podia ir numa boate com essa idade quando era aniversário de alguém (muitas das minhas amigas comemoraram seus 15 anos em boate). Mas, sempre e quando os pais estivessem por lá. E meus pais, mesmo nao sendo “moderninhos”, tampouco eram caretas. Eles me deixavam sair. Eu comecei a frequentar bailinhos (os famosos hi-fis) com 12 anos de idade. Mas, era sempre tudo relativamente vigiado, com um adulto por perto supervisionando. Os pais se turnavam nessa tarefa e todo o mundo ficava feliz (er… mais ou menos!).
Eu só pude sair de noite assim, só com amigos, pra badalar e voltar de madrugada, já com 16. E mesmo assim, nao era em todo o fim-de-semana. Todo o mundo ia mesmo, e a gente sofria para estar “in”, e rolava droga e bebida pra caramba. Os riscos eram bem grandes, proporcionalmente as cidades grandes.
Nao sei se fui encaretando com o tempo, mas eu acho 14 muito pouca idade para frequentar a night, seja em cidade do interior ou em capital. Nem sempre dá pra evitar, acho que nem é a melhor estratégia, mas acho que convém estar atento e, até mesmo, controlar (heheeheh jamais imaginei que usaria essa palavra neste contexto de forma positiva!). Tenho uma amiga cujo filho tem 14 e está na época de frequentar as festas de 15 anos, aqui comemorados em grande estilo, com muuuuuita bebida fácil, e ela fica apavorada. Nao pode proibir o filho de ir, lógico (e nem quer), mas tem medo e só se sente mais ou menos segura por saber que nessas festas sempre tem um batalhao de adultos por perto. Sem falar que sao esporádicas, eventuais.
Quanto a Monica, a versao oficial é que ela foi enganada. Nao sabia que estaria sozinha com o rapaz. E mesmo que soubesse, quem poderia imaginar que daria no que deu?! Aos 14, a gente sempre acha que sabe mais do que sabe, né?!
E pode ser que as meninas estejam mais espertas, mas as pressoes aumentaram muito: hoje em dia é cool mulher dar vexame com bebida, por exemplo. A sensacao que eu tenho é que inclusive as meninas bebem bem mais do que na minha época e sentem orgulho disso. Só vale se perder a linha. A obrigacao de ser sexy e “ixperta” também parece ter aumentado horrores, deixando-as muito expostas as vezes. Sem falar das drogas pesadas, que estao mais faceis de serem encontradas, mais baratas e mais acessíveis. E o caso é que no frigir dos ovos, 14 é sempre 14. As conversas, dúvidas e sensacoes sao bem parecidas.
E, olha, nao sei se a geracao de agora está mais recatada, nao. Acho, sim, que os grupos recatados estao aparecendo mais. Saindo do armário, digamos assim. Mas, as porraloquices continuam, mesmo em tempos de AIDS (o número de jovens contaminados é crescente). Aliás, acho que até piorou, porque a gente ouve histórias cada vez mais impressionantes com gentes cada vez mais jovens, como orgias recheadas a drogas pesadíssimas com meninos de 13, 14 anos de idade…
Agora, quando falei das coisas bacanas que a gente relaciona aos anos 80, foi justamente por isso. Porque todo o mundo tem uma memória afetiva em relacao a essa época, volta e meia a gente lembra com carinho, saudade e certo romantismo, mas se esquece do outro lado da moeda. Sem falar que a gente só ve isso agora, né. Na época, “tudo era lindo, era maravilhoso”!
14 anos é nova, eu tento me lembrar…eu acho que com 14 eu nao saia sozinha em boate ha ha ha. Tinha aquela coisa de baile de debutante (horror), eu nao debutei…mas lembro que minhas miguxas debutaram com 14 e nao com 15…lembro dos carnavais…nessa época, geralmente ia uma mae com a gente…mas eu lembro de ter tomando um porre num carnaval, que se nao me engano foi em 87…eu tinha 15 pra 16 anos e nessa época a gente andava com caras de 20 anos pra cima, inclusive eu com 15 tinha um namoradinho mala de 23 anos e obviamente que isso era mal visto pelos pais. Lembro que um deles (que hoje é um artista grafico bem conhecido) dava umas festas num apê…que ficava do lado do diretorio central dos estudantes, na época eu era meio militante, meu irmao, enfim aquela coisa anos 80, movimento estudantil…pois bem um dia teve um cara que caiu da sacada do apartamento deles, era no terceiro andar, caiu caido, nao sei se tava bêbado ou se tinha fumado. Enfim… às vezes a gente olha pra tras e vê como se arriscava né, sair de boteco às 3 da manha a pé, pegar carro com motorista bêbado…se bem que eu tentava sempre pegar taxi…mas quando penso que pegava zemidjan no Benim também me arrisquei horrores, quem nao arrisca nao petisca…
Hheheheheheehh
E os riscos fazem parte, né?! Se nao arriscar, nao vive. Nao aprende. Mas, olha, hoje em dia eu consigo entender bastante o medo dos pais. Depois que a gente vive e reconhece que certas coisas sao arriscadas mesmo, fica paranóico. Ainda bem que ainda tenho bem uns 8 anos até ter que me preocupar com isso de verdade!
Menina, eu debutei! Putz, mico total mesmo. Dancei valsa com o Maurício Mattar, veja voce!
Mas, sabe, foi o último ano que tive com todas as minhas amigas de infancia e acabou sendo uma festa despedida. A lembranca ficou por aí. Agora, eu sempre me senti meio um peixe fora d’água. Muitas coisas eu fazia só porque tinha que fazer pra ser da tchurma, mas fazia envergonhada. Sem falar que minha cabeca sempre esteve tao fora dali, que eu me sentia meio superior, sabe?! Como se os micos nao me agarrassem, mesmo quando eu os pagava, só porque eu nao os levava tao a sério quanto os outros. Muuuuuito pretensiosa mesmo!!!
Raquel, não lembro de ler sobre esse juiz não, o que me marcou mais foi a tragédia em si, e lembro de ter sentido muita pena do pai da Mônica, que apareceu várias vezes na imprensa.
Sobre ir à boate com 14, teoricamente é proibido, mas há varias boates no Rio onde fazem vista grossa e deixam as meninas novas entrarem quando acompanhadas por pessoas mais velhas (um namorado ou amigo mais velho, por exemplo). Algumas boates são mais freqüentadas por adolescentes. Na época, a Papillon e a Mamão com Açúcar tinham muita garotada nova. Foi na Papillon que comemorei meu aniversário de 15 anos, por exemplo, com um grupo de amigos.
Van, please post the picture of you dancing with Maurício Mattar!!!!!!
Hahahahahahahahahhahahahaha
Eu tinha 14 aninhos na época, uma fofa!!!
Deus me livre, Leila! Até porque nao tenho por aqui, só num album detonado que está na casa dos meus pais. De repente, agora no Natal, eu escaneio e mando, em super off, para as miguxas!!!
miguxas querer foto mauricio dimatar ! ha ha ha !
Ó, céus! Para que eu abri minha boca?!
Gente, eu entendi mal, vocês falavam de boate à noite. Eu saía à noite, sem hora pra voltar, mas pra barzinhos, “Chez Michou”, shoppings, casas de amigo, viagens, mas a diferença entre mim e minhas amigas “pretensamente cuidadas” (muito pelo contrário, algumas largadas) pelas mães, é que eu não mentia ao meu pai: dizia onde estava, com quem, tudo. E nossa relação sempre foi supersaudável. Acontece que da minha vida amorosa cuidava eu. E ele sabia muito bem que eu não era chegada a namorar e sim ficar.
)
É a mesma coisa que ir à boate, sair à noite. Uma vez, meu pai foi me pegar na porta de uma aí, matinê e fiquei envergonhada. Eu falei boate, mas não disse a hora. É matinê. E vocês acham bem que eu me humilharia a ser barrada? Odiava quando isso acontecia. Com 18, já na idade, 20, 23 eu era barrada. Incrível como sempre pareci muito mais nova. Em Brasília, aos 18 anos, isso aconteceu e me recusei a voltar na casa das minhas amigas e pegar a carteira de identidade; estava sem ela.
Sempre me contentei com “programas para a minha idade” (falo da hora em si) e sempre obedeci aos meus desejos internos, minha “hora interna”, tendo pai ou não que me “dissesse o que fazer”, irmã, etc. Cada um é cada um. Aliás, meu pai não tinha grana pra bancar “baile de debutantes”, nem eu queria. Mas cada um com seus gostos. Conheço muita gente que fez e foi muito bonito.
Vanessa, acho sim que com o tempo a pessoa fica meio conservadora, mas procuro me policiar pra não cair na cilada de um filho mentir pra mim.
Ops, se eu tivesse filhos.
O que eu conheço do Mattar vocês não vão querer saber… Ele vivia lá com o pessoal da Pedra Bonita, praia do Pepino, enfim. Cala-te boca. ;-0
Mais outra coisa: todo mundo acha que no Rio é “casa da mãe Joana”, mas vou dizer a realidade: ao menos na minha época, eles pediam direto a identidade. Evidentemente que se a mulher ou o homem aparentassem bem mais idade (não era meu caso; bem que eu gostaria naquelas vezes..) aí eles passam. Acho que com boate ou sem boate, o perigo rola.
Concordo com a Ana: a gente olha e vê que se arriscou sim. Mas há casos ridículos, como esse e que são amigas as culpadas: eu tinha uma amiga que era meio suscetível e desesperada demais. Daí, nós costumavámos ficar na frente de um bar, ela tinha carro, um povo lá e pronto. Raramente bebia, mas sempre pude beber bastante, porque nesse ponto sou bem forte, não caio fácil. Daí, nesse época eu tinha 19 anos. Saí com um cara e ele parou no apart-hotel dele pra pegar algo, mas eu nem subi, nem queria ficar com ele, nada. Ainda estava pensando.. hehe nesse meio tempo, minha amiga já tinha bebido umas e simplesmente liga pro meu pai dizendo que eu tinha sido sequestrada. Meu pai, “malandro-agulha”, não se desesperou e procurou esperar, até porque ele conhecia a peça e a sorteé que eu chegava naquele momento na frente dela e acalmei a cidadã. Acontece cada uma…
Quando cheguei em casa que ele me contou, pois ela espertamente nada me disse. Mas incomodou meu pai.
Não sei se o povo bebe mais hoje, não. Quando eu tinha 16 anos, a gente bebia os potes. Muiiiiito mesmo. Uns mais que os outros, claro. Não bebo Steinhaeger, vinho de garrafão e batida até hoje por causa de um porre memorável que juntou Steinhaeger, vodka, vinho de garrafão e uma batida das mais safadas.
Mas beber mesmo foi no ano do vestibular e nos dois primeiros anos de faculdade, época muuuuito feliz da minha vida, mas não por causa da birita, embora ela estivesse quase sempre presente.
Quanto a sair à noite, olha com 14 anos eu ia para muita festinha e uma ou outra matiné porque minha mãe não deixava ir à noite. Com 15 e 16, para festinhas e, às vezes, boates à noite, com galera conhecida, essas coisas. Com 17 eu ia mesmo era para o Circo Voador. E daí para frente é vida adulta e tudo junto ao mesmo tempo agora que pô, só se tem 17, 18 e 19 uma vez na vida, e aos 19 eu já ralava nos estágios da vida.
Não sei se a molecada vai mais cedo hoje ou não. Acho que é a velha lei da tribo: você quer ir quando seus amigos vão e o resto depende dos pais.
Ana Lúcia, COMO ASSIM você gaúcha miguxa não teve baile de debutante? Confessa que você participou dos Glamour Girl da vida, vai.
Bjs
Ahaha, Raquel é hilária. Caramba, misturar bebida é fogo mesmo. Tinha essa mania, e meus amigos brincavam “bebe, gi, bebe..” Mas gosto mesmo de vinho, martini, Kir Royal e champagne. Todas cara. Uma Cuba Libre também.. humm
Em cerveja não sou chegada. Só gosto das que não são consideradas cerveja e pago mico até: Sol, Malzbier, essas assim.
Olha, esse “glamour girl” me fez lembrar que uma menina dançou “ursinho pimpão”, mas não fui à festa dela, porque tinha preferido o show do Oingo Boingo. Não me agüento, mas bateu arrependimento quando o vi o vídeo depois e a galera toda arrumada. Bem legal. Eu acho ótimo. Não sei se de repente, se meu pai tivesse dinheiro na época e pudesse pagar o preço exorbitante de buffets e afins na zona sul carioca, poderia ter aceito fazer. Ele era chegado a isso, comemorações, diplomas, eu que sou meio rebelde, puxei minha mãe até no signo solar e na Lua.
eu tô muito rebuscada (pra não dizer “oca”) “ter aceito fazer”?? ;-0
Eu quero ver a foto com o Maurício Mattar!!!
E eu também não tive baile de debutante. Não quis festa, nem nada.
Se voce for voltar mais um pouquinho ao passado, voce vai ver que o Brasil é cheio desses casos vergonhosos da (in)justiça brasileira. Como se pode fazer um país sem justiça? Quando que isso vai mudar?
bjos,
me
Gente, será que alguém aqui poderia me ajudar a conseguir uma cópia do Linha Direta que fala sobre o caso da menina Ana Lídia? Eu nao assisti nem consegui gravar o programa, sou bastante interessado nesses casos (os mais antigos) só para que todos saibamos o que de fato rodeava a nossa sociedade daquele tempo – e que talvez infelizmente ainda rodeie. Se alguem puder me ajudar nese sentido, escrever para crazyaboutbikes@hotmail.com. Posso trocar com quem tenha interesse em outro títulos similares.
As pessoas nao sabem o que falam! minha avo morava no predio em que monica morreu. ninguem sabia de nada no predio. o corpo desapareceu. somente horas depois e que os moradores foram notificados sobre o crime. sem pistas e culpados, o caso permanece um misterio ate hoje. Retrato da impunicao brasileira.