quando a emenda é pior que o soneto
April 29th, 2009 por vanessa
Corre a boca graúda que a atriz Christiane Torloni teria sido advertida pela Globo por discriminação racial.
Parece que dia desses, ao mandar que a camareira Fátima saísse de seu camarim, ela teria dito: “Ô raça, que raça!” A Globo nega a advertência e diz que se houve algo, foi de momento.
????!!!!!
Já a atriz afirma que essa história toda é marola, que nunca aconteceu e que ela defende suas causas sociais, portanto jamais atuaria de maneira racista:
“(…) Minha relação com todas é ótima. Ninguém as defende mais do que eu. Antes de uma nova novela começar, já chego dando presente pra elas, dando calcinha e sutiã, que é pra ficar bem com todo o mundo”.
Não sei por quê, me lembrei da mãe de minha professora de dança na adolescência, que antes de um festival que incluía capoeiristas, saiu dando desodorantes de presente para os meninos.Todos negros.

Racista quando tenta se explicar, SEMPRE acaba piorando as coisas, como fez a Gloria Coelho, melhor ficar calada. Cristiane Torloni tem mesmo cara de ser um purgante (fazia anos que não dizia isso, depois do “supimpa”, me animei… hehehehe).
Beijocas!
Denise, eu adoro recuperar e usar essas expressoes antiguinhas! Quanto a Torloni, já tem um tempo que eu a acho fake, querendo ser cool a qq custo. Só nao esperava um troco desses. Agora, vc se lembra de um outro rolo que ela teve metida, quando uma colega de elenco da novela América (do baixo clero, claro) foi demitida por roubo, depois de acusacao dela? A mulher nunca mais conseguiu trabalho.
Vanessa,
eu vou na contra-mão aqui. Eu nao acho que é um problema de RAÇA, mas uma questão de CLASSE SOCIAL. Tenho amigos que já viram a Torloni ESCULHAMBANDO a secretária/personal whatever, que é branca, garçom lourinho, manobrista branco. Em compensação beija o chão que o Pitanga e a filha, a Taís Araújo, o Milton Gonçalves pisam.
Sabe aquele tipo de gente que trata mal porteiro, taxista, manicure e depois manda aquele “Ô raça” no sentido de “Ô raça de porteiro, de segurança de banco, de manicure?”. Pois é, é muito mais por aí.
Por isso, honestamente, acho que não foi sobre a cor da camareira, mas sobre sua posição na hierarquia dentro da Globo, o que é tão ruim quanto, na minha opinião.
Quanto a outra moça que foi demitida, cara, é difícil, né? Não dá para ter certeza de quem está falando a verdade e não gosto de assumir que só por que uma pobre e a outra é rica que a pobre é sempre honesta e a rica é sempre FDP. Pode até ter sido uma terceira pessoa, mas a gente nunca vai saber.
Bjs grandes!
Raquel, eu acho que é uma mistura das duas coisas. Sem dúvida, ela nao deve usar comentários racistas quando fala com colegas, com iguais, somente com alguém que esteja abaixo dela na hierarquia social. De qq maneira, a postura é muito escrota mesmo.
Com relacao ao outro caso, eu fiquei na dúvida em comentar, fazendo a relacao entre as duas histórias. Acredito que a Globo tenha feito uma investigacao antes de tomar uma atitude tao radical quanto tomou.
No entanto, nao deixo de achar sintomático que ela esteja envolvida nas duas situacoes, especialmente porque vai na contramao da imagem que ela vende, que é a de uma mulher zen, cool, equilibrada. Sempre fui fan dela por conta disso, inclusive, mas agora to revendo os meus conceitos.
Eu odeio quando essas pessoas dizem “ninguem as defende mais do que eu”. Ou seja, assume uma posicao paternalista, alem de ser ridiculo achar que ela e’ uma verdadeira ativista contra o preconceito racial. Podre.
Exatamente, Leiloca! Isso porque eu não botei o resto da declaração, quando ela diz que quando algum colega deixa roupa jogada no chão, ela é a primeira a recolher, dizendo que a camareira não é escrava…
Sei não Vanessa, acho que a tendência é que as camareiras, assim como os porteiros, seguranças, etc, sejam negros/pardos, porque no Brasil a ascensão social está também relacionada à questão da raça – ou intrisicamente relacionada à questão racial-, mas como sei que ela trata mal quem está abaixo na cadeia alimentar e bem quem está no “nível” dela, acho que o peso econômico/classista é maior que o da raça.
De qualquer forma, é podre, muito podre.