catching up…
May 29th, 2009 por vanessa
Ando correndo tanto que simplesmente me falta tempo para prosear por aqui. Mas, estou bem feliz.
Há três meses comecei no Fundo Brasil de Direitos Humanos, como já comentei. Fui parar no Fundo Brasil levada pela ex-superintendente da Fundação Abrinq, meu último emprego formal antes de ir embora do Brasil para morar no Peru.
Aí, participando de um evento, reencontrei uma amiga querida, com quem também tinha trabalhado anteriormente, há dez anos, mais ou menos. Aliás, foi esta amiga quem inspirou minha primeira gravidez.
Me lembro como se fosse hoje: ela descia a escada, barrigudérrima,mais linda do que já é, e aquela visão me deixou super emocionada. Menos de um ano depois, o Mateus nascia.
Bom, com esta ligação tão especial, claro que nosso encontro foi bem festivo. Aliás, foi mais do que isso. Conversamos, trocamos figurinhas, ela me perguntou sobre o que andei fazendo no Peru, contei e, no final da conversa, recebi uma proposta de trabalho genial, que depois explico melhor.
Foi uma surpresa total, evidente. Durante todo o mês de maio tive que me dividir entre dois trabalhos: de manhã, no EducaRede, e de tarde no Fundo Brasil. E no meio disso, dois filhos pequenos, um deles com menos de um ano de idade. Não é mole, mas isso é assunto para outro post (aquele sobre maternidade x trabalho+culpa que disse que ia publicar).
O caso é que esta reviravolta em minha vida nos últimos meses tem sido mais do que eu esperava. Juro para vocês que não imaginava receber duas propostas de trabalho tão interessantes, em tão pouco tempo.
Confesso que estava bem pessimista com relação a isso, afinal, foram sete anos fora do Brasil, longe do mercado local e sem manter contato contínuo com as pessoas.
E não foi assim, o que só comprova a teoria que a gente deve plantar boas sementes sempre, procurando deixar boas impressões sem arredar pé de nossa integridade e ética pessoal. Bom, e claro, cultivar boas relações com gentes que pensam a vida como a gente.
Agora, claro que estas novidades assustam. Até porque, eu não estava mais acostumada a este ritmo. Tinha minha empresa em Lima e, com isso, uma certa autonomia sobre o meu tempo. Bom, e Lima é muuuito menor que São Paulo.
Mas, é aquele medinho gostoso, de estar metido em projetos bacanas e, mais, de ver acontecer sonhos e objetivos almejados já há algum tempo.
Então, é isso.
E vocês não têm idéia do quanto venho aprendendo nos dois trabalhos. No Fundo Brasil, pude tomar contato com iniciativas impressionantes de defesa dos direitos humanos, como organizacão da juventude negra, apitaço de mulheres contra a violência doméstica, atendimento de imigrantes bolivianas e muitos outros.
Já no EducaRede, por exemplo, me deparei com uma pesquisa publicada no livro “Geração Interativa na Ibero America – Crianças e Adolescentes diante das telas” que diz que quase metade das crianças e adolescentes ibero americanos com idades entre 6 e 9 anos costumam navegar sem a companhia dos pais.
Esta estatística aumenta à medida que a criança vai crescendo e se radicaliza quando ela chega aos 13 anos. A partir desta idade e até os 18 anos, 70% dos adolescentes passam a acessar a Internet sozinhos.
E estes dados apontam para um grande desafio, que é a necessidade de acompanhar mais a vida virtual de nossos filhos. No Brasil, por exemplo, 24% dos adolescentes do sexo masculino que foram pesquisados admitem freqüentar páginas com conteúdo “para adultos”, quadruplicando a média global.
Não sei vocês, mas esta constatação me apavorou. Porque, gente, como fazer isso? Como orientar e ser mais proativos dentro de um contexto que pressupõe tão pouco controle, especialmente porque eles podem navegar de qualquer lugar: da casa, da escola, da lan house?! E, mais, eles dão um baile na gente, geração semi-analógica. Resumo da ópera: quem controla quem?! E como a escola pode ajudar?
Vocês pensam nisso?!
Como é o comportamento de vocês com filhos, sobrinhos ou afilhados no que diz respeito ao uso das novas tecnologias, seja computador com conexão, TV, games ou celular?!
Bom, e é isso, gente, que ando fazendo ultimamente.

Van, você sabe que vc merece tudo de bom que está rolando, vc e o Renato, both.
Qto aos filhos na internet, eu imagino. Felizmente o Aby, o gato, só sabe falar no skype
Fui ver uma peça hoje, não sei se era pra ser engraçado ou uma critica, mas me deprimiu…
Beijo grande.
Obrigada, Ana! Agora, que peca foi essa, mulher?
Parabéns, voce merece!
Van,
Eu limito o tempo que os meus filhos passam em frente ao computador/televisao/video game. Eles nao tem televisao nem computador no quarto. Eu li uma vez aqui que e’ uma boa ideia ter o computador na cozinha ou na sala onde todas as pessoas da familia podem ver por onde eles andam. Assim mesmo o Danilo ja foi parar num sitio para adultos umas tres vezes. Agora que ele e’ adolescente eu estou pensando em instalar um cybersitter (um programa que bloqueia o acesso a sitios de pornografia e afins). Eu tb nao deixo ele ir para a casa dos amigos se nao houver um adulto na casa. Vai ficando cada vez mais dificil monitorar conforme eles vao crescendo. Eu acredito que o mais importante e’ manter o dialogo sempre aberto e conversar sobre o que eles andam vendo de maneira menos acusatoria possivel. Curta os seus meninos enquanto ainda sao pequenos porque passa muito rapido. Beijos.
ah que ótimo vanessa! poxa, muito interessantes esses projetos. Conte mais sobre o que exatamente tens feito aí.
Estamos aqui no brasil visitando e com uma sensação assustadora da vontade de ficar…