dor do parto
April 1st, 2006 por vanessa

os inseparáveis pintando o sete, literalmente, agora há pouco!
Fomos jantar na casa de uns amigos. O Mateus está dormindo na casa de outra. É a primeira vez tanto para ele quanto para mim e meu coração está pequenininho. Tenho vontade de ir lá buscá-lo, enrolado num edredon e metê-lo em minha cama, abraçadinho, como tem sido nos últimos quatro anos.
Posso até “psicologizar” sobre o assunto, mas, no momento, só posso dizer que estou morrendo de saudades do meu filhote. Além disso, começo a sentir aquela coisinha que se costuma chamar de “síndrome do ninho vazio” e, putz, é horrível.
Vou dormir, torcendo para que chegue logo amanhã …
Ah… que bonitinho… tadinha… também passei por essa fase!!! hehehehe… mas, querida, seu ninho ainda vai ficar bem cheinho por muuuuuuuuuuito tempo! imagina eu com um mulherão que vai fazer 19 anos em menos de um mês?! uuuiii… mas a gente sobrevive
Nossa……. não deve ser nada fácil, hein!
Antes de eu continuar na minha linha de pensamento da adoção, tenho que treinar esse “ir e vir” melhor. Sou ciumenta……..
Credo, sentimento pequeno…. Mas ainda há tempo de trabalhá-lo.
Beijos
Pior, meninas, é que ele náo so nao acordou durante a noite, como se levantou as 8 da manha (em casa ele se levanta as 6:30!). E para coroar, nao queria voltar para casa hoje de manha de jeito nenhum!!! Queria continuar brincando com os amigos. Ou seja, filho é tudo igual! Uns ingratos!!!
haha que gracinha! =) vc toda preocupada e ele la se divertindo! Acho que é sempre assim..os pais acham que vai ser um horror para os filhos e eles sempre tentando aproveitar tudo ao maximo! bjs!
Nem sempre a primeira noite na casa de amiguinhos dá certo. Minha sobrinha, aos 5 anos, parecia animadíssima, mas na hora agá, caiu no choro, disse que só aceitaria dormir na própria cama, e a essa altura minha irmã estava vendo um show com o marido. Sorte que a sogra da minha irmã estava disponível e pôde ir buscá-la.
Van o meu sobrinho quando era menor sempre dormia fora, normalmente na casa do meu sogro. Mas quando fez 6 anos ficou bobo! É só ir dormir fora pra ligar chorando a noite pra mãe, hehehe! Quem sabe o Matheus não deixe também de ser uma ingrato, hehehe
Bjs
Ai Van, lembrei depois de ler o comentário da Leila.
A primeira vez que fui dormir fora, tinha uns dois anos, eu acho. Foi na casa dos bisavós corujas com a primeira bisneta!!!!
Pedi para ficar, ia passar a noite lá, uma maravilha.
Minha mãe ficou para morrer… Eu estava toda dona do meu nariz. Meus bisas tavam todos prosa.
Niqui deu a hora de dormir…… “Quero ir pra casa”.
Sem choro nem nada, mas dei o recado.
Meus pais não tinham carro.
Meus bisas também não.
Me explicaram que não dava para voltar atras e coisa e tal.
Eu simplifiquei tudo e disse: “Ué, chama o táxi!”
Pronto, tá lá seu Colombo, no táxi as dez da noite.
Minha mãe nem acreditou!!!!!!! Alegria só.
Pois, é meninas, a experiencia do Mateus deu super certo e agora mesmo o amiguinho está aqui. Acho que eles vao ficar nessa funcao o dia inteiro, indo de uma casa a outra. A vantagem é que moramos pertinho uns dos outros.
Eu nunca gostei de dormir em casa alheia. Minha mae adora contar que uma vez, no pediatra, ele me pediu que deitara na cama para me examinar e eu respondi que nao gostava de me deitar na cama dos outros. Quando minhas amigas pediam para que eu dormisse em suas casas, eu rezava para a minha mae nao deixar. Mas, quando tinha que dormir, ia numa boa. Nao pedia para voltar, nao.
De qulaquer maneira, ontem a noite, o Renato disse uma coisa certa, que é importante pela independencia da coisa e que é horrível quando a gente cresce e nao se adapta a situacoes estranhas, sem conseguir dormir direito ou ir ao banheiro. Ou seja, ele quer que o filho seja sofisticado em tudo, até nas coisas mais prosaicas!
Hoje, já mais tranquila, achei uma experiencia libertadora, de alguma maneira. Eu ainda vivia muito a culpa de viajar, por exemplo, e deixá-lo em casa de amigos, já que, infelizmente, nao tenho família aqui em quem confiar. Agora, posso me sentir mais a vontade para planejar algumas fugidinhas!
Beijoes,
Vanessa
Que coisa boa, né Van.
O que o Renato disse é a pura realidade. Deve ser tão ruim não conseguir se adaptar em outros locais, não conseguir ir ao banheiro…. essas coisas.
Inclusive, estava lendo a revista Vida Simples do mes passado, onde a reportagem principal é sobre esse povo que não corta o cordão umbilical nunca… Cria um vício entre os pais e o filho que é muito prejudicial.
Dá uma olhadinha lá no site da revista, é da editora abril.
Beijos
é assim mesmo, Vanessa! agora imagina o meu com 11 anos. daqui a pouco ele vai querer pegar balada com a turma, chegar tarde em casa, e aí eu é que não vou dormir. hehehehehehe…
Fla, valeu pela dica, vou lá, sim.
Ai, Serbon, nem me fale. Nem gosto de pensar nisso. Me lembrou uma vez, há uns cinco anos, nem filho tinha, vi umas meninas de uns 14, 15 anos na rua, tipo 1:30 da manha, em plena Vila Madalena, e fiquei pensando nos pais que ficam em casa, nervosos, tensos, querendo mais é que os filhos voltem correndo para cama. Como já diria a minha mae, esse negócio de filho sair do útero nao é mole, nao… Agora, cá entre nós, o seu filho, gatinho como é, vai te dar um trabalhao!!!
Por situações assim que o meu filho jamais vai querer se afastar de mim, acreditará em tudo, absolutamente tudo o que eu falar… enfim, não sofrerei com nada dessas coisas que as mães normalmente sofrem!!
Sonhar não custa nada, né?
Um beijo