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vai encarar?

Na noite desta sexta realizamos uma festa do pijama aqui em casa, pra comemorar os 8 anos do Mateus.

Foi uma opção temerária e semi-impensada, porque a gente sabia que não teria recursos humanos necessários para controlar a molecada. Mas, como dizer não a um menino que contava os minutos para o evento, ainda mais em seu primeiro ano de Brasil?!

A turma é pequena, tem boa fama e a casa é grande. Achamos que dava para encarar a aventura.

Dos dez convidados, sete vieram. Com o Mateus, oito. Sem esquecer o Lucas, entre assustado e encantado com a folia. De adulto, o Renato e eu.

Bom, vieram também meus irmãos e cunhados, além do sobrinho da minha cunhada que mora com eles. Mas, pra dormir mesmo, só nós dois.

O que posso dizer dessa aventura foi que aprendi algumas coisas sobre meninos x meninas (lembrem-se, só tem homem aqui em casa) e que adquiri um pouco de know-how para compartilhar algumas dicas pra quem quiser encarar temeridade semelhante.

Primeiro, os dois grupos estão cada vez mais precoces. A gente tem que estar preparado para conversar sobre qualquer tema, sem blefe ou enganação.

Vim com três meninos no taxi (o Renato trouxe o resto no carro) e ouvi papos do tipo: “será que temos que pagar para adotar uma criança?” a “melhor casar e ter filho quando adulto, porque se você tem filho ainda pequeno, você tem que pagar o seu colégio e a escola do bebê!”. Ah, e a pérola da noite: “criança abandonada não é bandido!”

O Renato, que estava com as meninas, ouviu perguntas do tipo se nossa TV era de plasma e segredos de quantos anos elas tinham quando beijaram na boca pela primeira vez. Sempre lembrando que todos tem entre 7 e 8 anos de idade!

Bom, já em casa, tivemos trabalho pra controlar a excitação. Eles exploraram a casa inteira, com a gente assustado porque a casa é um sobrado cuja escada é de pedra sem corrimão. Linda, mas perigosa.

No meio da expedição, abriram a geladeira, o freezer e quebraram meu creme reniew. Ok. Justiça seja feita, este foi o único preju. Aqui, aliás, vale um destaque: a gang se uniu e ninguém me disse quem foi o autor do crime. Digamos que o creme tenha caído sozinho da prateleira…

Encomendamos um bolo de laranja, já na tentativa de controlar o consumo de açúcar. Ou seja, chocolate as seis tarde, quando ainda nos esperava uma longa noite, nem pensar! Como são todos filhos de famílias engajadas, sustentáveis e politicamente corretas, ninguém estranhou.

Assim como não estranharam a falta de refrigerante (era suco ou água, alguns preferiram até limonada e outros se declararam militantes dos alimentos naturais) e bocadinhos gordurosos.

Estavam todos famintos e comemoram com euforia  as batatas smiles, maravilhosa invenção para momentos como esse: vem semi pronta, é baixa em sal, um gostoso purê em forma de carinha sorridente e fica pronto em 20 minutos num forno pré-aquecido. Sem sujeira nem grandes trabalhos.

Depois das batatas, botei a molecada pra decorar o bolo. Aqui, abri uma exceção e liberei confetes transgênicos e jujubas coloridas e açucarados. Eles adoraram a bagunça, mas declararam desde o começo que na hora de comer, não iam querer a parte melecada.

Ou seja, só queriam o bolo mesmo, sem adereço. Que alívio.

Lá pelas oito da noite, meti todos no banho, com a esperança de que baixassem a adrenalina. Até deu certo, ao menos por uns 40 minutos.

Depois disso, jantamos entre risos e historinhas divertidas, eles continuaram a zona por umas duas horas mais e começaram a se cansar. A essa altura, nossa cabeça estava realmente cheia, as pernas doíam bastante e o Lucas se mantinha acordado, manhoso e querendo colo.

Montamos os colchonetes na sala, acomodamos todos e colocamos “Monsters, Inc” (heehehehe agora que me caiu a ficha!) no DVD. Enquanto assistíamos, descobri que o Lucas já sobe a escada sozinho e em dois minutos (comigo protegendo a retaguarda, claro). Pois, é.

Terminado o filme, alguns dormiram logo. E adivinhem quem se manteve acordado até as duas da manhã? As meninas mais um! A essa hora, estava eu na cozinha dando maçãs pra elas e brincando da dança das cadeiras. É, elas deram trabalho.

Nos cochichos, o papo era sobre beijo na boca.  Vejam vocês.

Por volta das duas, finalmente relaxaram. Dormi com eles enquanto o Renato se encarregava do Lucas, que costuma acordar umas duas vezes durante a madrugada.

As seis, a maioria estava de pé. Levantei-me para fazer o café da manhã e justamente nesta noite, o Lucas não se despertou, só dando o ar da graça as oito da manhã. Só rindo.

Os pais começaram a chegar por volta das nove e as onze o último foi embora, já chateado pelo atraso do pai, jornalista baladeiro. Ou era trabalho, vai saber.

O resto do dia foi preguiçoso e sonolento… Mas, ao menos, conseguimos ajeitar a casa depois da hecatombe

14 Pitacos para o post “vai encarar?”

  1. em 06 Sep 2009 às 6:04 am Ana Lucia

    Van, soh imagino a farra, adorei a idéia do aniversario de pijama e que o Mateus jah tah cheio de amigos em Sampa. Na real, a vida por ai e por aqui é tao repleta de gente careta e convencional que é legal ver q vcs tao dando um rumo bonito pra educaçao do Mateus. Beijos.

  2. em 06 Sep 2009 às 9:39 am vanessa

    Ana, as festas dos pijamas viraram um pouco uma tradição na turma e isso facilita também porque eles adquirem traquejo e sabem até onde podem ir e que têm que obedecer. Obviamente que essa molecada junta, unida como é, é normal uma baguncinha básica (aliás, um deles não era de muita confusão e foi quem mais me preocupou), mas no geral eles fazem jus à boa fama: são ótimos, espertos, inteligentes, situados. E o Mateus estava super feliz! A gente só tem que seguir algumas regrinhas estratégicas, como controlar o consumo de açúcar e exibir um filminho pra baixar a adrenalina.
    Bjs,

  3. em 06 Sep 2009 às 11:30 am Leila

    Eu teria adorado essa festa, se fosse amiguinha do Mateus. Super íntima e aconhegante!

    Tadinho do menino que foi o último a ser pego, toda criança fica aflita nessa situação.

  4. em 06 Sep 2009 às 11:59 am vanessa

    POis, é, Leila. O menino foi ficando tenso ao longo da manha, qdo todos os amigos iam partindo e ele nao. O pai tinha ido num show na noite anterior e com certeza deve ter dormido demais. É jornalista, desses notívagos, aí já viu. Mas, aí, o pai chegou e ficou tudo bem! A escola abriga muita gente interessante, artistas, escritores, entao as criancas sao interessantes tb, nao tem como. E super carinhosas com o Lucas!

  5. em 06 Sep 2009 às 1:35 pm Fernanda

    Van, que farra, hein?
    Estou assustada com o papo de beijo na boca com 8 anos!!!

  6. em 06 Sep 2009 às 6:55 pm vanessa

    Menina, eu tb fiquei! Mas, depois fiquei pensando e acho que eu já tinha esse papo, ao menos esses pensamentos quando eu tinha essa idade. A getne já se preocupa com beijo na boca aos 8 anos!

  7. em 07 Sep 2009 às 11:29 am Naluh

    Que tal uma semana inteira de ferias depois dessa?? Eu fiz isso quando o meu peque fez 7 anos… E NUNCA MAIS!!! Depois dessa soh 1 ou 2 amiguinhos ao mesmo tempo!
    Beijo e queijo!

  8. em 07 Sep 2009 às 11:44 am vanessa

    Hehehehehe é uma aventura mesmo!

  9. em 14 Sep 2009 às 5:25 pm Lali

    Eu passei por isso, mas não com festa do pijama, no aniversário de 6 anos do Edu. Pegamos todos na escola e os pais foram buscar no fim da noite. Todos super fofos, mas as meninas são beeem diferentes. Enquanto os moleques queriam falar de futebol, games e dinossauros, ben 10, etc… Elas ficavam arrumando climinhas entre elas, fazendo grupinhos e excluindo uma, fofocando (rsrsrs), enfim, essas coisas que lembramos tão bem…rs. Na turminha, a professoras volta e meia tem que reuninas as garotinha p/ uma conversa. E os garotos ficam reclamando: “Ai, essas meninas….”

    O Edu teve a primeira festa do pijama há uns dias atrás, mas só foram meninos, todos de 6 anos. A mãe me ligou as 7hs, para avisar que tinha sido tudo bem, e que deveria buscar 9hs. Pois o moleque me liga p dizer que a mãe do amigo tinha pedido p/ avisar que eu só deveria ir buscar qdo ela voltasse a ligar. Acreditei nele e fiquei esperando, até 8h50, qdo resolvi ir indo, com medo de ser mentira do Edu. Resultado, cheguei 9h10, com a mãe já na porta, pronta p/ sair, só me esperando…rs. Que vergonha… Tive q me desculpar com a mãe, mas achei curioso que ela tivesse um compromisso tão cedo no dia da festa do pijama…

  10. em 23 Sep 2009 às 12:44 pm Merikol Duarte

    Olá Van, como vai? Faz um tempão que não comento as suas histórias incríveis.

    Adorei esta. E principalmente, por saber que daqui a alguns anos será a minha vez de dar festinhas para a criançada também. A minha filha está com 1 ano e 7 meses, um encanto.

    O que nos assusta um pouco é ver como essa criançada está precoce demais. Imagina beijo na boca (7 e 8 anos)… eu dei o meu primeiro beijo aos 13. Caraca.

    Beijo grande guria.

    Meri

  11. em 24 Sep 2009 às 2:31 pm Marina Rabello

    Olá Vanessa,

    Me chamo Marina e sou da revista Baby & Cia, da editora Símbolo. Estou fazendo uma matéria sobre a relação entre mães e babás e, pesquisando o tema no google, me deparei com seu post baba baby, de 17 de Setembro do ano passado.

    Achei tudo muito interessante e gostaria de saber se você poderia dar um depoimento para a minha matéria?

    Se tiver interesse, por favor, entre em contato comigo no email: marinarabello@simbolo.com.br

    Obrigada,
    Marina.

  12. em 28 Sep 2009 às 8:03 am Raquel

    Sabe que eu nunca fui a uma festa de pijama quando era criança???

    Bjs bjs

  13. em 22 Oct 2009 às 6:28 am Leandro

    Van, querida, muito adorei a super aventura! Mateus deve ter adorado! Eu, como a Raquel, também não me lembro de festinha do pijama na infância. Mas adorei a dica e, com certeza, farei uma pro pequeno príncipe. Calma, ainda não sou pai (hehe), mas é que meu sobrinho nasceu mês passado e eu, claro, sou um tio muito babão. Ainda mais dadas as circunstâncias, né? Além da minha mãe ter falecido ano passado, minha cunhada também não tem mãe. Então, os titios estão numa corujisse sem tamanho (a começar pelo carrinho que comprei, que mais parece uma nave espacial).

    Você, como sempre, escreve de uma forma que parece que a gente tá vendo tudo da janela. Adoro!

    beijo grande, saudade dos tempos em que eu vinha mais aqui.

  14. em 22 Apr 2010 às 12:04 pm julia patricia rodrigues

    nosa foi 1000 por cemto bonito!!!!!!

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