onde eu moro
June 5th, 2010 por vanessa


Quando voltamos a morar no Brasil tínhamos a ilusão de recuperar a vida que tínhamos deixado pra trás. Morar no mesmo bairro, com as mesmas comodidades, e mais. Afinal, merecíamos o mesmo upgrade depois de tanto tempo fora, certo?! A principio, pensamos em comprar pra, depois, cairmos na real que para morar onde queríamos não daria pra isso, por enquanto. A vida em São Paulo é mesmo muito cara. Até para alugar é difícil. Impressionante como, de uma maneira geral, os alugueis estão inflacionados por aqui.
Depois de muita procura, encontramos uma casa pela Pompéia, bairro super familiar e ao mesmo tempo prático, que nos serviu melhor que encomenda (queríamos casa porque nos parecia o único lugar viável dentro de nossas possibilidades que acomodasse confortavelmente nossa família, nossas coisas, lembranças e o Fidel!).
Ainda assim, não estávamos 100% felizes. Estávamos longe da escola dos meninos, por exemplo, e a logística para levá-los e buscá-los era insana. O gasto era enorme e estressante, porque nos obrigava a botar o carro na rua a todo o momento, e muito frequentemente eu tinha que pegar taxi também, impactando diretamente nossas finanças. A vida continuava cara, no final das contas.
Depois de um ano, resolvemos sair de lá. Ainda sem certeza, vimos no jornal o anúncio de uma casa, numa vila, na altura da escola dos meninos (que, depois, descobrimos ser do lado mesmo!), com um valor pra lá de razoável e pertíssimo de uma estação de metrô. Não deu pra acreditar.
Ligamos para o corretor e marcamos uma visita para a manhã de segunda e chegamos um pouco antes pra sondar o local. Felizmente, o portão da vila estava aberto e a gente foi entrando, fazendo cara de gente séria (pra ninguém se assustar!) e não deu pra acreditar. Era fofa! O dia favorecia, claro, e as casas, com fachadas coloridas pareciam de cenário de novela.
Ficamos boquiabertos, tanto que nos deixamos levar pela lei de Murphy. Não sabíamos qual era a casa disponível, e no final tinha uma derrubada, feiosa, com a janela quebrada. “Com a nossa sorte, é aquela ali”, disse eu para o Renato, do alto do meu otimismo calejado. Pois, é, queridos. Mas, não era. Era a casa do lado, lindinha, recém reformada, irresistível. Fechamos negocio ali mesmo, deu tudo certo e nos mudamos duas semanas depois.
Aí, veio o processo de mudança. Doloroso, como qualquer um. Eles nunca saem do jeito que a empresa promete, né?! Eles quebram nossas coisas, somem com outras e você precisa acionar um advogado para ser ressarcido. Ainda bem que temos três na família! Bom, entramos na nova casa quase as 9:00 da noite. Antes disso, ao redor das 7:00, vi saindo um homem que reconheci na hora: era o marido de uma querida companheira de trabalho dos tempos em que moramos aqui na primeira vez.
Pois, e. Estamos aqui desde fevereiro, levamos os meninos para a escola a pé e vamos trabalhar de metrô. O nosso carro já nao vai pra rua, por exemplo, e assim damos nossa singela contribuição na melhoria do trânsito e do meio ambiente. Além disso, somos vizinhos de amigos queridos de outrora cuja filhinha de 7 anos virou a melhor amiga do Mateus em cinco minutos. Eles se dão super bem, vivem de um lado para o outro e tomaram conta da vila. Não poderíamos ter tido melhor cartão de boas vindas.
Exceto, é claro, pela queda do Lucas, que rolou escada abaixo porque a grade de proteção estava aberta e não tínhamos percebido. Sem falar que nem tudo sao rosas e ja rolaram alguns bons stress por aqui, como o Mateus testemunhando um furto na vizinha em pleno carnaval! Mas, isso é outra historia…
Nas fotos, nossa sala.

cuty cute! eu tenho medo de morar em são paulo- só assim mesmo, como tu descreves!
Soh assim mesmo, Bibi. Sao Paulo me assusta nao pela violencia, mas pela grandiosidade. A gente precisa estabelecer um ritmo de vida que facilite ao maximo, caso contrario fica muito duro.
Que linda a sua sala! Parabéns por ter encontrado um lugar tão legal.
Realmente o trânsito é um dos maiores stresses de São Paulo, podendo morar perto de escola e trabalho é uma grande vantagem.
bjs
Brigada, Leiloca! A gente gosta, sim. Nao so porque a casa eh charmosa e morar numa casa em plena SP eh privilegio mesmo, mas porque(e principalmente!) a vida ficou mais facil e mais barata pra gente. E isso eh ouro!
Van,
se você acha que os aluguéis aí são caros, aqui são muito piores…
Vanessa, cheguei a ver algumas fotos que você postou no Facebook (quando eu circulei rapidamente por aquelas bandas) e pergunto: a tal casa era aquela?
Realmente, nada como morar perto de tudo, mas hoje em dia, penso que se o lugar for ermo e a pessoa trabalha por lá, melhor que more muito, muito perto. Penso assim atualmente e cansei de circular na zona sul e centro do Rio. Acho que só se a pessoa morar no Leblon/Ipanema, por exemplo e fizer tudo por esses bairros. Circular em qualquer cidade grande tornou-se algo estressante. Boa sorte com o novo apê! Pense que o melhor é ter um canto e todo lugar apresenta um probleminha ou outro.
Olá Vanessa, quanto tempo hein?
Espero que estejas bem. Eu também voltei a morar aqui em SP, mas também estou na procura de uma casa. Agora tenho 1 filha de 2 anos e preciso conciliar tudo.
Parabéns pelas suas conquistas. Sucesso a todos nós.
Beijos de sua quase-vizinha rsrsrs