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Ando bem preocupada comigo. Não sei se é cansaço, idade ou algo mais sério (ou tudo isso junto e misturado), mas o fato é que vivo esquecendo coisas importantes. Definitivamente, estou com problema de memória. Quando digo “coisas”, falo de objetos mesmo, já que os fatos, eventos, reuniões e “quehaceres”, vou anotando na agenda (que nunca fez tanto sentido em minha vida quanto agora) para não deletá-las da mente mais adiante.

O caso é que, ultimamente, dei pra deixar carteira, chaves, óculos… assim, em qualquer lugar. Coisa que raramente acontecia comigo antes. Admito ser um pouco bagunceira, mas nunca fui de perder celular ou carteira, por exemplo (só dentro de casa). Ultimamente, sim.

Na tarde desta sexta, então, foi o cúmulo. Aconteceu algo absolutamente surreal comigo, por conta de mais um esquecimento, que culminou com outro fato mais absurdo ainda, sob todos os aspectos.

Tive uma reunião na quinta de manhã num local fora do escritório. Sai de lá ao redor das duas da tarde e terminei o resto do dia trabalhando em casa. Em algum momento, me dei conta que tinha deixado a fonte do meu netbook para trás (era a segunda vez em duas semanas que isso acontecia).

Na sexta, voltei lá pra buscar, complicando um pouco a organização do meu dia. Peguei o metrô e ao descer na estação fui subindo a escada rolante com dois rapazes e uma moça “colados” em mim. Sabe quando você se dá conta que a pessoa está muito perto, mas ignora o feeling, sabe-se lá por quê?! Pois, é.

Menos de dez minutos depois, cheguei ao edifício de destino. Ao abrir a bolsa para avisar que estava na portaria, me dei conta que o meu Iphone tinha desaparecido. Quase chorei. E na hora revivi minha subida na escada rolante. Obviamente, eu tinha sido furtada. Do orelhão, liguei para o Renato avisando o sucedido, inclusive para que ele bloqueasse a linha. Sai do prédio caminhando, meio desarvorada, me sentindo uma imbecil por ter deixado que aquilo acontecesse e, mais, com a certeza absoluta que outro Iphone, tão cedo.

Aproveitando a viagem, resolvi algumas coisas pessoais, fui ao Banco pegar dinheiro e, ainda desolada, voltei para a mesma estação de metrô para o meu trajeto de volta, onde vi os mesmos guardas de segurança da ida. Resolvi me aproximar para contar sobre o furto, sabendo que eles não poderiam fazer nada, mas acredianto válido avisá-los, para que ficassem mais atentos. Afinal, o fato teria acontecido nas barbas de todos nós. E acho que também queria desabafar.

Fui extremamente bem atendida. De fato, minha experiência com guardas das estaçoes de metrô sempre foi positiva: em geral, costumam ser bem treinados, educados, gentis e atenciosos. Me orientaram a fazer um registro lá mesmo e ainda me recomendaram que, de uma próxima, eu os avisasse imediatamente. Ao que respondi que só tinha me dado conta do furto quando cheguei ao meu local de destino. “Não foi roubo, não houve agressão. Foi furto mesmo, na mão boba. Felizmente, não levaram a minha carteira, só o meu Iphone…”

E aí começa a historia de fato.

Ao ouvir isso, o guarda respondeu: “Seu Iphone?! Porque mais cedo me passaram um radio dizendo que um usuário devolveu um Iphone encontrado na estação”. Quase cai pra trás ao ouvir aquilo. Era muita coincidência. A descrição batia com o meu e eles até já tinha ligado para o marido da proprietária (o número do Renato está estava! sinalizado como “marido” na agenda. Pode ser perigoso por um lado, mas pode resolver a vida por outro, como num caso desses ou de um acidente, por exemplo).

O certo é que depois de me perguntarem uma série de detalhes e de confirmarem que o aparelho era mesmo meu, tive meu Iphone devolvido ali mesmo, na estação. Burocracia maior foi para conseguir desbloqueá-lo, aliás. No final das contas, esse foi mais um episodio fruto desta desatenção estranha que me assaltou nos últimos tempos.

Não fiz papel de boba, é verdade, mas minha preocupação com minha saúde mental só aumentou. Ai, ai, ai.

Diquinhas:

- Como Lidar com Problemas de Memória de Curto Prazo
- Alimentos que podem ajudar seu problema de memória

3 Pitacos para o post “fosfosol, adianta?! problemas de memória, humpf.”

  1. em 21 Jun 2010 às 8:30 am Leila

    Meu diagnostico para voce e’: sendo mae de dois filhos, e ainda trabalhando, e’ muita coisa pra uma cabeca guardar! Sem falar que a gente esta’ ficando mais velha, nao tem jeito. Acho ainda que a internet esta’ deixando todo mundo com um certo deficit de atencao pelo excesso de info e estimulo.

    Que bom que acharam seu iPhone!

    bjs

  2. em 21 Jun 2010 às 4:40 pm Renato Guimaraes

    Idade é triste…rsrsrs… Como sempre fui de esquecer de tudo, acho que nem vou perceber quando a senilidade chegar…. Será que já chegou?

  3. em 25 Jun 2010 às 6:57 pm Marcia Kawabe

    Van o jeito é ficar mais atenta mesmo. Quando vc for sair de algum lugar, faça o check list do que levou pra não esquecer e o que não pode ser esquecido antes de sair de casa. Ou então é coisa de aquariano pq eu brinco com meu marido que o sobrenome dele deveria ser “esqueci”, porque vc não tem idéia da quantidade de vezes que ele me fala essa palavra, hahaha.

    Agora que coisa boa vc perder um iphone e alguém achar e devolver não? E não sei vc, mas eu me sinto péssima qdo desconfiu que alguém que está passando por mim é malandro, vai me roubar, e no final das contas não é.

    bjs

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