não é mole, não
September 12th, 2006 por vanessa

Um programa de TV que está fazendo um enorme sucesso por aqui é uma série chamada “Esta sociedade”. Todos os personagens são ricos e a trama gira em torno de suas vidas, dramas e da máxima que nem sempre dinheiro traz felicidade.
Outro dia, vi um pedaço e me pareceu um episódio de Malhação. E mais, não posso falar. Mas, o povo tá gostando mesmo e muita gente está dizendo que é super inovador por mostrar os dramas dos “pitucos” (algo como Mauricinhos e Patricinhas) e não somente dos “cholos” (algo como o nosso pejorativo “paraíba”), no melhor estilo “Os ricos também choram”.
O lance é que parece que parte do pessoal envolvido na produção, como roteiristas, por exemplo, é fruto desta sociedade classista, preconceituosa e racista, tão característica das elites, especialmente as sul-americanas, empenhadas em renegar seu passado de miscigenação, por exemplo.
Aí, quando indagado sobre a falta de negros e indígenas na série (afinal, a nova elite limenha é formada por legítimos representantes não-caucasianos), um dos roteiristas respondeu, a sério:
- Mas, existe um personagem negro. É a “fulana”, que faz a empregada da “beltrana”.
Pois, é.
Aqui, um blog peruano que comenta a estréia da série.

Van ha ha ha, mas pelo menos eu acho que mesmo no anuncio eles enfatizam que aquilo ali é uma pequena parcela da sociedade limenha. No Brasil, eles anunciam a novela, fazem de conta que todo mundo é rico e mora na zona sul e nem sequer mencionam que aquilo é a elite carioca, ou seja gaúcho, baiano, catarinense, todos somos representadas pelos personagens zona sul
Enfim dia desses mostrarei pros meus ricos alunos que só conhecem as telenovelas brasileiras
Beijocas.
Lá isso, é, Ana. Mas, que continua nojento, vixe maria!
off topic – menina Vanessa, olha que história:
http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-M538457,00.html
Serbon, to arrepiada! Depois há quem desconfie da existencia de anjos da guarda! E o menino tem um jeitinho do Mateus.
De qualquer maneira, mesmo nao sendo nenhum espírito de outro mundo, que incrivel ter alguém passando na hora, embaixo da janela onde o menino caiu e com presenca de espírito e forca pra aparar esse menino bem na hora, hein?!
Por essas e outras que a gente precisa tomar cuidado redrobado com janela, cadeiras perto de janelas e crianca pequena em casa.
Nossa, que história.
Bah, isso tá parecendo uma cópia do Rebelde Vanessa. Não acha? Abs
Hehhehe
Maite, eu nao conheco “Rebelde”, mas acho que parece com Malhacao, nao é. Se for, nao precisa dizer mais nada…
Rebelde é tipo uma novelinha Malhação mexicana…. Bah, é a coqueluche dos jovens brasileiros… Dai é muito parecido o perfil…. Abs
Minha mãe vê Malhação, e como o computador é do lado da TV, eu acabo testemunhando o espetáculo de cretinice que é essa novelinha.
Existe o pretexto de “conscientizar” a juventude, mas os roteiros são tão toscos que acho que o efeito é inverso, acaba valorizando o consumismo que da boca pra fora dizem combater.
Mais ou menos como a presença de uma garota bulímica na novela das 8, que está gerando uma “modinha da bulimia” entre parcela de um público feminino adolescente, que simplesmente se confunde com a mensagem do roteiro.
É bem or aí, mesmo, Marcus. A maneira como o Manoel Carlos tem tratado o problema de bulimia, por exemplo, tem sido bastante leviana. Suspeito que acabe estimulando mais ainda.