Feed on
Posts
Comentários
google
yahoo
bing

não é mole, não

Um programa de TV que está fazendo um enorme sucesso por aqui é uma série chamada “Esta sociedade”. Todos os personagens são ricos e a trama gira em torno de suas vidas, dramas e da máxima que nem sempre dinheiro traz felicidade.

Outro dia, vi um pedaço e me pareceu um episódio de Malhação. E mais, não posso falar. Mas, o povo tá gostando mesmo e muita gente está dizendo que é super inovador por mostrar os dramas dos “pitucos” (algo como Mauricinhos e Patricinhas) e não somente dos “cholos” (algo como o nosso pejorativo “paraíba”), no melhor estilo “Os ricos também choram”.

O lance é que parece que parte do pessoal envolvido na produção, como roteiristas, por exemplo, é fruto desta sociedade classista, preconceituosa e racista, tão característica das elites, especialmente as sul-americanas, empenhadas em renegar seu passado de miscigenação, por exemplo.

Aí, quando indagado sobre a falta de negros e indígenas na série (afinal, a nova elite limenha é formada por legítimos representantes não-caucasianos), um dos roteiristas respondeu, a sério:

- Mas, existe um personagem negro. É a “fulana”, que faz a empregada da “beltrana”.

Pois, é.

Aqui, um blog peruano que comenta a estréia da série.

9 Pitacos para o post “não é mole, não”

  1. em 12 Sep 2006 às 1:24 pm Ana Lucia

    Van ha ha ha, mas pelo menos eu acho que mesmo no anuncio eles enfatizam que aquilo ali é uma pequena parcela da sociedade limenha. No Brasil, eles anunciam a novela, fazem de conta que todo mundo é rico e mora na zona sul e nem sequer mencionam que aquilo é a elite carioca, ou seja gaúcho, baiano, catarinense, todos somos representadas pelos personagens zona sul :-) Enfim dia desses mostrarei pros meus ricos alunos que só conhecem as telenovelas brasileiras :-) Beijocas.

  2. em 12 Sep 2006 às 1:37 pm vanessa

    Lá isso, é, Ana. Mas, que continua nojento, vixe maria!

  3. em 12 Sep 2006 às 6:47 pm Serbon

    off topic – menina Vanessa, olha que história:
    http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-M538457,00.html

  4. em 12 Sep 2006 às 6:56 pm vanessa

    Serbon, to arrepiada! Depois há quem desconfie da existencia de anjos da guarda! E o menino tem um jeitinho do Mateus.

    De qualquer maneira, mesmo nao sendo nenhum espírito de outro mundo, que incrivel ter alguém passando na hora, embaixo da janela onde o menino caiu e com presenca de espírito e forca pra aparar esse menino bem na hora, hein?!

    Por essas e outras que a gente precisa tomar cuidado redrobado com janela, cadeiras perto de janelas e crianca pequena em casa.

    Nossa, que história.

  5. em 13 Sep 2006 às 9:49 pm Maitê

    Bah, isso tá parecendo uma cópia do Rebelde Vanessa. Não acha? Abs

  6. em 13 Sep 2006 às 10:01 pm vanessa

    Hehhehe
    Maite, eu nao conheco “Rebelde”, mas acho que parece com Malhacao, nao é. Se for, nao precisa dizer mais nada…

  7. em 14 Sep 2006 às 3:38 pm Maitê

    Rebelde é tipo uma novelinha Malhação mexicana…. Bah, é a coqueluche dos jovens brasileiros… Dai é muito parecido o perfil…. Abs

  8. em 15 Sep 2006 às 11:11 pm Marcus

    Minha mãe vê Malhação, e como o computador é do lado da TV, eu acabo testemunhando o espetáculo de cretinice que é essa novelinha.

    Existe o pretexto de “conscientizar” a juventude, mas os roteiros são tão toscos que acho que o efeito é inverso, acaba valorizando o consumismo que da boca pra fora dizem combater.

    Mais ou menos como a presença de uma garota bulímica na novela das 8, que está gerando uma “modinha da bulimia” entre parcela de um público feminino adolescente, que simplesmente se confunde com a mensagem do roteiro.

  9. em 15 Sep 2006 às 11:44 pm vanessa

    É bem or aí, mesmo, Marcus. A maneira como o Manoel Carlos tem tratado o problema de bulimia, por exemplo, tem sido bastante leviana. Suspeito que acabe estimulando mais ainda.

Trackback URI | Comments RSS

Leave a Reply