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mineirices

Adoro regionalismos! Adoro essas expressões peculiares que acompanham o linguajar de cada povo, principalmente de Minas, onde eu entendo bem o idioma. Volta e meia a Si, que não é mineira mas quase, me aparece com uma expressão maravilhosa e eu me divirto muito, porque lembra a minha infância. Ela é de Goiás. Nada mais natural, portanto. Noite dessas no MSN ela me sai com um: “me enrolei com os pelos das pernas”, pra dizer que “ficou atolada”, sem tempo.

Tenho um primo, queridíssimo, com o qual passava a tarde inteira consultando o dicionário procurando o significado das expressões usadas por minha mãe. E ela tinha um montão. Quando estava perplexa, “Ai, meu Santo Antonio de Catijiró!”. Quando perdia a paciência por conta dos meus resmungos, dizia: “que é que você está aí, rebudejando?!”. Com o Aurélio em punho descobri que o certo é “rebodejar”, que significa isso mesmo, ruminar, só que feito pelo bode…

Outra que adoro, e que tem sua versão em espanhol, é: “agasalhar”. Agasalhar alguém não é a sacanagem que vocês estão pensando, não. É receber alguém, dar hospedagem, especialmente com comida. Outra deliciosa é: “vai rompendo que eu chego já!”. Ou seja, vai indo na frente…

Sem falar do “pro mode que…”, que deve ser corruptela de “para o modo de…”. Ah, e tem também os ditados: “dois sentidos não assimi…”. Antes, convencida pela lógica de uma tia, pensava que era algo assim: “dois sentidos não assam milho”, que para mim era totalmente certo. Afinal, a gente tem que botar tenência quando está com a espiga no espeto, caso contrário ela queima. Ui.

Mas, um dia, meu irmão me explicou, sacaneando minha cara de sabichona: “não, Nessa. Acho que a expressão literal é ´dois sentidos não assimilam…´” É, tá certo, pode até ser. Mas, que não tem graça nenhuma, ah, não tem mesmo…

Minha avó fala “malina” pra menino arteiro que, por sua vez, é moleque bagunceiro. Já o meu avô me apertava o nariz dizendo “Vanessinha borocoxô”, que não é coisa boa, não, mas virou cumprimento e eu adorava! Meu outro avô, rei das palavras inventadas e de duplo sentido, dizia que Martinho da Vila botava o dedo no “tubinho” (isso mesmo!) quando cantava “a vida vai melhorar” e que por isso era “xinxá”. Se você entendeu o primeiro, sacou direitinho o que significa o segundo…

Já o meu pai leu “Adam Smith” muito novinho, não tem muita criatividade o pobre. Para ele, comer de mão é falta de modos e falar palavrão é não ter compostura. Mas, adora um “gaufo” (garfo) e “tauba” (tábua) só para não se sentir diferente dos seus amigos de dominó.

Meu irmão volta e meia solta um “Maria, valei-me!”, por conta de uma vizinha que falava isso o tempo inteiro quando algo a surpreendia. Ele o faz com deboche, claro, que é para não ficar muito amaneirado, mas sempre com muito respeito. É da infância. A gente gosta.

Mulher da vida é “do tamarineiro”, mas acho que isso é local. Parece que na porta da zona tinha um pé de tamarindo. Na hora do arranca-rabo, alguém sempre saia com “e você, que é do tamarineiro?!”, só para ofender. Uma delas tinha sobrepeso, daí que seu nome acabou virando adjetivo. Mulheres muito gordas são “dochas”. As com muitos clientes, “pelejavam” para agradar. Já as preguiçosas, “não batiam um prego na barra de sabão”.

Quem mora na periferia é do “pé vermelho”, por conta da terra avermelhada que subia em tempos de seca. Atualmente está tudo urbanizado, mas a expressão preconceituosa continua. Para confirmar, “e foi, é?!”. E para expressar enfado, “mas, moço…”Ah, e isso não é palavra, é coisa de tomar na colher para matar lombriga: “ruibarbo”. Olha, sinceramente, era ruim “com força”, “de dá dó”. Mas, dizem os meus primos que pior era um tal de “doce de batata purga”. Dessa me livrei porque era muito fresca. Tinha fama de ter estômago fraco…

Minha avó não fala xxxgraça, sinônimo de infortúnio e o contrário de graça, porque é o nome da Pelada, a mãe do capeta. O resultado disso é que ninguém na família tampouco. Nem eu, como vocês devem ter percebido. Não falo e nem escrevo, que “não comi manga verde com febre”. “Esconjuro! Cruz credo!!!”

14 Pitacos para o post “mineirices”

  1. em 11 Nov 2005 às 3:01 am Guilherme

    ????????!!!!!!!!
    Vanessa, eu sou de cidade grande, não entendi nada…

  2. em 11 Nov 2005 às 4:25 am Luci

    Oi Vanessa
    Estou até agora rindo com o seu post, adorei!
    Acho que por esses dias vou fazer um com nossas maneiras, digamos, peculiares de falar em Recife. Não dá pra generalizar dizendo “nordeste” por que cada estado tem suas ‘frescurites’, né? ;-)
    Olha, Veneza é um sonho, não tem como não se apaixonar, de novo, de novo e de novo, como falei hihihihih
    Sim, estou grávida e numa felicidade que não tem tamanho. Estou na 14a semana e a barriguinha está aparecendo agora. É mágico!
    Beijinhos duplos e bom final de semana

  3. em 11 Nov 2005 às 7:32 am

    Lembro bem da minha avó, dando uma bronca em alguém, dizendo: “ô subribundo canelão pardo”. Eu rolei de rir no momento, mas confesso que até hoje não sei o que isso significa. Minha avó, quando levava um susto, dizia: “Ai, pinguelo!”… Tem ainda o “moca”, que quer dizer bobo. Tenho uma amiga de infância que se refere a nós mesmas como “as moquinhas do Porto” – nossa cidade… Não preciso nem falar que também adoro essas expressões, né?

  4. em 11 Nov 2005 às 10:36 am vanessa

    Gui, meu cheiro, que parte voce nao entendeu? A das mulheres do tamarineiro ou a da do dedo no tubinho?! Tsc, tsc, tsc, sua avó lá de Uberlandia e sua familia de Paraisopolis (???) devem estar decepcionadas contigo… ;-)

    Luci, faca mesmo um texto com as expressoes da sua regiao. É uma delicia e reden muita coisa engracada!!! Quanto ao bebe, que lindo! Que felicidade, né?! Como já disse antes, muuuita saúde, que é o mais importante. Beijos enormes!

    Sí, simplesmente amei mais essas! Sempre achei que a minha mae era engracada nas expressoes, mas a sua avó dava de dez!!! Agora, mudando de assunto, está vendo que tem uma gravidinha por aqui?! Tá sentindo a pressao, né?! ;-)

  5. em 11 Nov 2005 às 11:25 am

    Na verdade eu encaro isso mais como um sinal de Deus do que pressão…. hehehehe No ano que vem, nessa mesma época, eu é que estarei nessa felicidade da Luci. Por sinal, o mesmo nome da minha mãe. Isso não parece coisa de Deus? ;-)

  6. em 11 Nov 2005 às 11:27 am vanessa

    Nossa… é mesmo, Sí… Que coisa, né?! Fiquei impressionada…

  7. em 11 Nov 2005 às 2:59 pm Denise Arcoverde

    Passei correndo, Van-Van só pra deixar um beijo enooooooorme!!! pra semana, volto ao normal… hehehe…

  8. em 11 Nov 2005 às 8:40 pm vanessa

    Oi Lindona, estou com saudades!!! Divirta-se muito e volte cheinha de historias para contar! Mil beijos,
    Van

  9. em 11 Nov 2005 às 10:10 pm Guilherme

    Hehehehe, em Uberlândia era minha tia, e Paraisópolis…fala sério…
    Mas, enfim, dizem que filho de peixe, peixinho é né?
    Bjs,
    Gui.

  10. em 12 Nov 2005 às 4:19 am vanessa

    Mas, nao tinha um XXXópolis na sua lista de mineirices?! Tinha sim, que eu me lembro! Pode falar, que eu procurei num comentário antigo do PP (weblogger) e nao achei, mas que tinha, tinha…

    Filho de peixe, peixinho é?! Será?! Hum, nem sempre. As vezes, o peixinho sai infinitamente melhor que o peixao, mesmo sendo filho dele…

    Beijoes,
    Vanessa

  11. em 12 Nov 2005 às 7:34 pm Telma

    Oi Vanessa adorei o seu post,algumas expressões eu conhecia . Aqui temos muitas também. Quando fiz o curso de Letras ,o professor de Linguística nos dava muitas dessas palavras e expressões,com os respectivos significados.Isso também é cultura.
    Beijos

  12. em 12 Nov 2005 às 7:36 pm vanessa

    E é uma parte deliciosa de nossa cultura, né?! E a senhora viu expressoes de todos os cantos do Brasil?! Conta mais… :-)
    Beijos,
    Vanessa

  13. em 21 Aug 2006 às 4:54 pm Jair Grava

    Gostei muito do texto depoimento. O meu sogro, mineiro/italiano de Jacutinga foi barbeiro por mais de 60 anos, sendo que os primeiros 20 eem Jacutinga e os demais em São Paulo.
    Posso dizer que me tornei PHD como bom ouvinte de mineirices.
    O meu mestre sogro tornava uma piada trivial em obra de arte.
    Uma vez ele me mostrou um texto onde uma mineira contava como havia preparado frango frito com macarrão e farofa. Trata-se de uma obra prima da mineirice. Estou tentando encontrá-lo. Se você puder ajudar ficarei grato.
    Abraço.
    Jair Grava

  14. em 14 Sep 2007 às 8:21 am Giuliana

    Vanessa

    O texto tá ótimo, lembrei da minha vó (mineira, lógico) dizendo: “chá de hortelã e bom pra mau hauto” rs que significa “bom pra mau hálito”
    E tantas expressões dela que se misturam às lembranças da minha infância… show mesmo!
    adorei… continue sempre!

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