menino solteiro procura
December 6th, 2005 por vanessa
Quem tem filho, sabe: essa história de deixar que as crianças se entendam é tudo balela. A gente toma as dores mesmo e às vezes até mete o dedo no olho do outro sem querer. Eu tenho uma amiga que ameaçou de morte um babaca metido a “acossador” que vivia implicando com o seu filho: “se você não parar de encher o saco do meu filho, eu te mato. Mato você e a sua mãe se ela vier tirar satisfação”. E não é que ele deu um refresco?! Tá certo que a mãe do menino nunca mais dirigiu a palavra a minha amiga, mas ela não fazia mesmo a menor questão.
Eu sempre procurei manter uma postura bem-humorada, quase estóica, em relação a isso, ensaiando para quando os problemas vierem com força para o Mateus que, por enquanto, aos 4 anos, o máximo que enfrenta é guerra de areia. Mas, às vezes, eu saio do salto! Tem uma menininha na sala do Mateus que andou massacrando o coração do pobrezinho. Desde o primeiro dia de aula, ele parecia ter encontrado a mulher de sua vida porque falava dela o tempo todo. Que Camila isso, que Camila aquilo, que Camila é linda, que Camila é minha princesa, que eu amo Camila… E ela, nem aí pra ele.
Dia desses, numa reunião, a professora me contou que é perceptível a adoração do Mateus pela menina e que ela o trata como um “puppy”: ajuda com o lanche, com as tarefas, faz carinho em seus cabelos. E só. O pobre do meu filho virou amiguinho de sua paixão. Nada pior para um homem quando sua amada lhe afaga como a um cachorrinho. Aí, não tem jeito. Sem chance de progressos futuros.
Eu mesma tive a prova dos sentimentos que ele nutre por ela quando, num aniversário, ele inventou de ir ao banheiro só porque ela foi também. Toda essa história sempre me pareceu divertidíssima. O primeiro amor do Mateus, a atitude marrenta da menina (se fosse minha filha, eu acharia o máximo!), mas, no dia que entrei no quarto e ele estava cabisbaixo e triste porque Camila disse que não iria se casar com ele quando crescesse porque não o amava, foi a gota d´água. Ele estava quase chorando, gente. Me partiu o coração. Eu tinha que tomar uma providência.
Olhei para o meu filho tão na fossa, na maior dor-de-cotovelo, e a cabeça trabalhou em cinco segundos.
- Amanhã você vai chegar na escola e dizer que tampouco quer se casar com ela. Diz que você tem uma namorada no Brasil muito mais bonita e que será sua mulher daqui a uns… trinta anos!
Ele me olhou animado, acreditando em cada palavra do que eu dizia:
- Minha noiva está no Brasil, mamãe?!
- Está. E é muito mais bonita do que Camila. Diz isso para ela: que sua noiva brasileira é muuuuuuito mais linda do que ela…
- Tá. E como se chama a minha noiva, mami?!
- Como se chama?! Er… (por essa eu não esperava) se chama… Adriana!
- Adriana?! Super!!!
Pois, é. Pirei. Admito, a raiva me enlouqueceu. Como se fosse pouco o lance do amigo imaginário, eu inventei uma namorada imaginária para o meu filho, que a essa altura não vê a hora de aterrissar no Brasil pra conhecê-la pessoalmente. Hoje mesmo, quando cheguei em casa com uns presentes de Natal pra a família, a primeira coisa que ele me perguntou foi onde estava o pacote de Adriana. E o pior de tudo é que eu não sei de nenhuma menina de 4 anos com esse nome.
Por isso, aproveito esse espaço para pedir: se alguma Adriana estiver interessada numa amizade sincera com vistas a compromisso, por favor, entre em contato. Não temos (atenção no plural inclusivo!) nenhuma preferência por raça, cor ou credo religioso. Só fazemos questão de que goste de This Love, do Maroon 5, de brincar de Power Rangers, que tenha algumas noções de espanhol, que não puxe o cabelo da sogra e que não passe do 1m de altura. Fotos podem ser mandadas para mateusguimaraes@gmail.com
Obrigada.
PS: procurando no Google o nome correto de quem pratica bullying, cai aqui. O blog “nomorebullying” é de Daniela Almeida, vítima dessa tortura durante toda a sua vida escolar. No blog, ela conta sua experiência e de como isso afetou a sua vida pessoal, culminando com uma internação por esquizofrenia (que ela não tinha). Ela nem terminou o segundo grau e já tem histórias terríveis pra contar. Dani tem realizado uma verdadeira cruzada de combate ao bullying nas escolas, com resultados bem expressivos. Vale a visita.
Definitivamente, está cada vez mais difícil ser adolescente hoje em dia…
Oi Vanessa!
Estou encantada com seu filhote! Que amorzinho que ele é, que sentimental… Juro pra ti que, se conhecesse alguém com esse nome, te passaria o endereço….
Nossa, sofri muito de bully. Eu usava óculos, as pessoas implicavam com meus cabelos, com meu jeito quieto, com minhas roupas, mas eu dei a volta por cima. Até hoje esses meus “ricos’ colegas passam por mim com ar risivel… E eu ignoro todo mundo. E sabe, nem ligo mais… Pois a gente é melhor que eles, por isso que pegam no nosso pé. A gente tem coração bom, é humilde e isso, infelizmente não cabe mais na nossa sociedade podre!
Abração
oi Maite,
que horrível e ainda bem que passou! Sei de histórias terríveis e eu mesma me pergunto se tivesse estudado em outro lugar que nao fosse a pequena cidade onde nasci e conhecia todo o mundo, nao teria sido um prato feito pra bullyng: sempre fui timida, sempre gostei de estudar, meus pais nao me deixavam sair muito, daí que que quase nao namorava, e por aí afora… O problema é que essas “brincadeiras” de colégio estao se tornando cada vez mais crueis e provocando uma dor cada vez mais dificil de suportar. Nao é mole, nao.
Em relacao ao Mateus, ele é uma fofura mesmo! E isso porque voce nao o viu dancando “This Love”, que ele a-do-ra, é um espetáculo a parte. Engracadissimo!!!
Beijoes,
Vanessa
Va
Clara só tem sete meses e 60 cm de ‘altura’, mas adoraria que ela fosse a namoradinha brasileira de Mateus. Quem sabe com o pretexto de conhecer a namorada no Brasil eu consiga ver vocês no Natal.
Tô com saudades.
Beijos
Amanda
Amanda, estou doida para conhecer a Clara pessoalmente! Assim que estiver com a minha programacao certinha, te passo um email (para voce e para a So!). Meu irmao se casa no 14 de janeiro, aí em Sampa, daí que a gente fazer algum esquema realmente.
Beijoes,
Van
Er…Vanessa… essa já é a 3ª ou 4ª vez que você fala de “bullies” ou “bullying” nesse blogue…
Vai fazer aula de jiu-jitsu e deixa o moleque em paz!
Neste blogue foi a primeira vez! E o assunto principal nem era esse. De qualquer maneira, quando voce tiver filhos vai ver que esse assunto nunca deixa de dar pesadelos…
Já pastei um tanto na escola, mas tudo superado. Graças a Deus.
Legal era minha irmã, que usava bota ortopédica, daquelas de bico de metal, então ela resolvia quase tudo na base do chutão. Riu por causa da bota, da-lhe chutão. Riu pq ela era gordinha, tome chutão. Mexeu com a irmã dela, chutão.
O detalhe é o seguinte: Minha mãe chorava quando a gente chegava em casa, e a Gau, por ter dado chutão, tinha tomado outros tantos! E a perninha dela ficava que era só hematoma. Minha mãe achava que a perna dela ia gangrenar e cair. Exagero de mãe, vc me entende!
Quanto a paixão do Mateus… vc deve ter ficado bem triste de vê-lo sofrendo. Criança deveria ser proibida de sofrer. Fiquei comovida. Tenho uma sobrinha lindona, linda mesmo. Tem 5 anos, é a Bibi. Mas ela havia me dito que não quer namorar, porque menino é muito bobo! “Mulheres maduras” hihihihi.
Mas diz para o Mateus que não existe só essa Camila no mundo. Ah, e manda essa Camila ir pentear macaco.
Beijoks
Hahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahah
Flávia, adorei a sua irma e até a sua mae, dramática como a minha!!!
E de dentro dessa família só podia ter saído a Bibi mesmo! Pena que ela nao quer saber de meninos (com toda a razao! eles sao bobos mesmo!!!)…
Quanto a Camila, tadinha, já era!
Beijos enormes,
Van
E a dica machista para o pimpolho: desprezo. Minha experiencia diz que na escola as meninas mais bonitinhas e requisitadas só prestam atencao quando o carinha que elas sabem que está ligado nelas começa de repente a desprezá-las. Nao sei se funciona com todas, mas pelo menos te faz ter um sentimento de superioridade e aumenta a auto-estima, nem que seja só por um tempo.
Hehehehehehheheheh
Oi Vanessa,
Putz, esse post tem tudo a ver com o que eu gostaria de ter postado hoje no Blog, mas como não falo de minha filha por lá, resolvi deixar quieto.
Preciso fazer um Blog pessoal pra mim, que não tenha nada que ver com a Bela, assim poderei tratar de assuntos “comuns” do meu cotidiano de dona de casa e mãe.
Minha filha estuda na mesma escola há 6 anos, e tem um pestinha de um menino na sala dela que estuda com ela desde o jardim. Minha filha sofre com o pentelho há anos, já não aguento mais. Vou exigir a coordenadora que em 2006 minha filha NÃO FIQUE NA MESMA TURMA do danadinho.
Ele implica com ela, mexe com ela… hoje na hora que eu fui buscá-la peguei o danado dando uma banda nela, quando ele me viu, saiu rapidinho. Eu falei: Volta aqui! A próxima vez que eu pegar você implicando com a minha filha te meto a mão!
Vamos ver se funciona. Ele só pode ser apaixonado por ela!
Pior é que só pode ser paixao mesmo, porque cabeca de crianca nessa idade funciona desse jeito: torturar quem a gente quer bem. As vezes, cabeca de adulto também, é só dar uma olhada na sugestao do meu marido aí de cima…
De qualquer maneira, é um saco mesmo e a gente quer matar essas pestes que abusam dos nossos filhos. Sem falar que fica sem saber o que fazer, que orientacao dar, já que tem que ser politicamente correto, pacifista, nao alimentar preconceitos… o meu pai, que ficava uma arara quando a gente chegava chorando em casa por conta de alguma sacanagem de colega, dizia: “da próxima vez, taca uma pedra, sai correndo que o resto eu resolvo!”. Já pensou?!
Ai, ai.
Beijoes,
Vanessa
Ha ha ha, adorei a resposta que você inventou pra ele… Mas é inevitável, essas paixões e desilusões infantis sempre vão existir, e crianças não sabem muito bem como lidar com elas.
Sabe que eu lembro direitinho do menino que vivia atrás de mim e ligou pra minha casa uma vez pra me pedir em casamento (aos 7 anos de idade)? Eu não gostava dele porque era menor que eu. Talvez se fosse um pouco mais alto eu teria dado bola, he he he. Mas eu disse não e desliguei na cara do coitado…
Tadinho, Leila! E que coisa mais fofa e corajosa, hein?! Menino valente, gostei dele! Mas, baixinho nao dava mesmo… heheheheheh
Vanessa,
Me diverti muito com a história. Sei que o Mateus vai tirar isso de letra. Especialmente se ele contou mesmo essa história da Adriana. Funciona.
Eu tenho uma menina, Samantha, 9 anos. Ele está com o mesmo grupo de colegas desde a 1ª série. Hoje todos se conhecem bem e são bons amigos. Mas logo no começo os meninos deixavam as meninas loucas porque inventavam apelidos horrorosos para elas. Quando elas tentavam retribuir dizendo que eles eram porcos, bolhas, fedidos eles adoravam… hahaha Era elogio! Dai minha filha ficava louca de raiva. Sugeri que ela tentasse dizer que eles eram florzinhas, docinhos, rosinhas, margaridas…. ah! Funcionou que foi uma beleza! E acabou a brincadeira.
E eles pensam que os espertos sao eles…
Vanessa,
Se você quiser, posso providenciar uma Adriana pra você, quero dizer, pro Mateus. Só que ela vai ser Beatriz, pode ser? E ainda vai ser fabricada…. hehehe
Estava com saudades de vir aqui, mas a vida está enroladíssima… um beijo enorme…
Já tem até nome, é?! Ai, ai.
vc tem orkut se tiverme add renatando@hotmail.com