vovó viu a uva
July 10th, 2007 por vanessa
Tem coisa mais mágica que criança aprendendo a ler?! Minha mãe, que trabalhou mais de dez anos com alfabetização, sempre conta da emoção que sentia quando, ao redor de setembro, aquelas coisinhas pitititinhas do começo do ano, de repente soltavam as primeiras frases completas, juntando b com a, e entendendo o espírito da coisa.
Era tão entusiasmada, d. Alice, que me ensinou a ler antes mesmo de me mandar pra a escola.
O Mateus está começando agora, ainda com dificuldades nos fonemas (o contato com dois idiomas está mostrando sua face mais complicada) e, por incrível que pareça, na pronuncia do “r”.
É que em espanhol, esta letra tem muita força, como vocês devem imaginar, e em português, não. E apesar do filhote ter o castelhano como primeira língua, a pronúncia do “r” ele pegou da gente. Ele fala assim, como um paulista de Ribeirão!
Aí, na primeira reunião de pais e mestres, nos deparamos com um “B” em seu boletim na parte de comunicação oral, apesar de ele ter um excelente vocabulário, considerado sofisticado até mesmo para os daqui.
Vejam vocês uma coisa dessas. O louco é que essa escola do Mateus foi escolhida justamente por ter uma metodologia mais liberal, moderna, que não estimula a competição exacerbada, tão comum nas escolas locais.
Tem criança pequena com gastrite nervosa por causa da pressão da escola, gente! Tem vestibular pra menino de quatro anos de idade!
Mesmo assim, apesar de eles entenderem o contexto de cada criança, a “libreta de notas” é cruel. E não adianta dizer que não levamos isso tão a sério assim. No fundo, nem levamos mesmo. Não sou agarrada a nota de boletim. Mas, num primeiro momento, a gente leva um susto. Ainda mais que nossos conceitos sobre nossos próprios filhos costumam ser altíssimos!
Bom, o certo é que a comunicação escrita está começando a fazer sentido e em alguns meses a mágica da alfabetização também vai acontecer na vida dele, que espera com ansiedade, porque vive me perguntando por que a gente sabe ler e ele não.
A impressão que tenho é que depois de alfabetizado, o mundo é o limite. É um rito de passagem mesmo, junto com a troca dos dentes (coisa que está começando pra ele, também).
Tomara que ele tenha gosto pela leitura. Além dos motivos óbvios, quem gosta de ler nunca está só, mesmo sendo esta uma atividade tão solitária, às vezes.
A gente estimula bastante e ele já tem uma verdadeira biblioteca em casa. Sem falar que sempre nos vê com alguma coisa na mão, seja livro, jornal ou revista. Ele mesmo, adora “ler” as notícias, principalmente na hora de fazer cocô, como qualquer pessoa normal.
Aliás, ele adora sair para comprar livros. Adora folhear livros e inventar histórias (na verdade, concluir histórias) a partir das figuras. Lindo, né?!
Falando nisso, aceito dicas de leitura pra quem está começando agora, principalmente em português (aproveitando que to no Brasil já na próxima semana). Para vocês terem uma idéia, ele tem a “A Bolsa Amarela” em espanhol! Não é muito estranho?!
Falando nisso, não sei se vocês conhecem uma série de livrinhos da “Miffy“, uma coelhinha super esperta. Para criança pequena é muito bonitinho. Recomendo.

Menina, estou me sentindo uma mãe tão desnaturada… não consigo lembrar como foi com Bia (também, ela já tem 20 anos!!!), mas reza a lenda que qa primeira palavra que eu li foi CI-BA-LE-NA… hehehehehe…
Nossa Van, A Bolsa Amarela é uma memória muito nítida da minha infância. Assim como Flicts! Vc já comprou para ele?
Agora, uma curiosidade de leitora recente: qual a idade do Matheus? Minha pergunta é porque uma coisa que tenho observado é que aqui no Brasil as crianças começam a ser alfabetizadas com 3, 4 anos, no pré mesmo. Meu afilhado tem 4, já sabe juntar as letras e fazer várias sílabas. Eu acho isso meio preocupante, sou meio contra a intelectualização precoce. Enfim…é só curiosidade de saber como é aí no Peru mesmo…
Bjos
Essa coelhinha é fofa, hein?! Adorei. Minha tia era professora do C&A e minha mãe _ entre as atividades de palhacinha e fazedora de festas, fantoches e dona de casa_ era professora primária também.
Olha, “b” está muito bom, Dona mãe exigente!
How exciting!!!
Quando eu era criança aprendendo a ler, o que mais acelerou minha leitura foram os gibis (Mônica, Luluzinha, Brotoeja, Gasparzinho, etc), eu amava. Em seguida, foram os contos de fada. Talvez o Mateus se incentive também a ler suas histórias prediletas.
Eu também não vejo a hora de meu filho aprender a ler! Vai ser emocionante e abrir um mundo novo para ele. Por enquanto ele “lê” palavras que ele decorou por preferência (o nome dele, as cores, e palavras que aparecem nos joguinhos de computador que ele gosta). Mas ele não sabe pegar um texto novo e juntar as sílabas.
Vixe Van, não tenho a menor dúvida que esse minino vai ser igual traça pra livros! Vai devorar tudo hehehe
Denise, cibalena é perfeita pra quem esta comecando! Outro dia, escrevi uma série de palavras pra o Mateus:papa, patata, papel, pipi, popo e pataleta (birra). Ele lia e morria de rir!
Renata, o Mateus tem quase seis anos de idade, está na época da alfabetizacao. Agora, de fato, alfabetizar aos 3, 4 anos é muito cedo mesmo. Nesta idade, as criancas tem que aprender a usar tesoura, fazer bolinha de papel, estimular a coordenacao motora fina, para quando chegar a época aprender direitinho.
Gi, a Miffy é muito fofa mesmo e as historinhas sao bem legais, faceis de serem lidas e do cotidiano da crianca.
Leila, o Mateus está comecando a fase da leitura agora, juntando sílabas e formando palavrinhas novas. Mas, ainda está na fase da preguica e de desisitr no meio do caminho quando acha que nao está indo bem. Ainda tem um caminho pela frente. Mas, eu tb nao vejo a hora de ve-lo lendo livros e textos inteiros!
Marcinha, tomara que sim! Ler é fundamental pra qualquer coisa que ele queira fazer na vida!
Oi Vanessa, eu sempre li muuuito! Que saudades daquele tempo! E vc definiu tão bem ao dizer “quem gosta de ler nunca está só, mesmo sendo esta uma atividade tão solitária, às vezes”. Eu tive bronquite alérgica até os 16 anos então ler não me cansava (porque até falar cansava…). E acho que enchi tanto meus pais pra lerem tudo pra mim que acabei aprendendo mais cedo, na escola mesmo. Era campeã de leitura da 2a série… E como bibliotecária sempre tentei criar o hábito de leitura nas crianças. Era um trabalho que eu amava! O meu “baby” só tem 3 anos mas adora que eu leia pra ele e depois ele “lê” pra mim, a versão dele.
Como disse a Leila, as revistinhas são ótimas! Principalmente as brasileiras! Ir a banca era uma felicidade pra mim. Eu li quase tudo de Monteiro Lobato e me fascinou. Tem tb a coleção Vagalume e a Para gostar de ler. São antigas e não sei se aindas estão disponíveis… Mas tem muita coisa boa. Aqui os livros infantis tem preços incríveis e foi o que pedi pra ganhar de chá de bebê então temos mini-bibliotecas espalhadas pela casa.
Aprender a ler é uma coisa muito doida mesma. Eu não entendo como isso acontece tão facilmente pras crianças. Facilmente entre aspas, claro.´
Não tenho dica de livro, já que não entendo nada disso. Mas eu aprendi a ler com um livro chamado “A Foca Fofoca”.
Saudade desse tempo.
Isa, eu amava a “Turma da Monica”! Além do mais, teve uma série genial do Walt Disney sobre os grandes inventores mundiais, lembra? Eram almanacoes com versoes louquíssimas de Cristovao Colombo, Guttemberg, as piramides do Egito e por aí vai. Também fui cria do “Para gostar de ler”. Adorava. Nao sei se ainda existe pra vender, mas na biblioteca da minha mae sei que tem exemplares de “Spharion”, “O Rapto do garoto de ouro” e muitos outros.
Túlio, concordo totalmente contigo. Estava justamente conversando com a minha mae sobre o quanto de abstracao tem. Acho que a crianca realmente entende quando saca a abstracao e tudo comeca a fazer sentido… É impressionante mesmo. Aliá, é impressionante como elas aprende em absorvem tanta coisa em apenas 4, 5 anos de idade.
Eu sou a menina de “A Bolsa Amarela”. Sério! Por várias razões, até o nome. Trabalhei com uma pessoa que um dia, quando estava saindo da empresa virou e disse: “Eu penso em você e vem à cabeça a menina da ‘Bolsa Amarela’”. Foi um baque, a gente nunca pensa que é tão transparente. Outro dia encontrei a figura, ela olhou para mim e falou “Oi, menina da bolsa amarela”.
Tenho o livro até hoje (aliás guardei muuuitos livros da minha infância) e, ano passado comprei uma bolsa imensa molengona de couro amarelo. Foi involuntário, mas Mr. Engineer bateu o olho e falou: “Sabe que eu nunca tinha me tocado que você é meio a menina da bolsa amarela?”. Atrasildo, mas fuefo, ele.
Ih, me perdi.
Mas olha, eu sempre li muito, morava em rua sem crianças da minha idade, os primos ou eram muito mais velhos ou muito mais novos e a leitura me levava para lugares muito além do sofá da sala e me apresentava muito mais gente que meu mundinho de criança comportava na vida real.
Putz, “Memórias de um cabo de Vassoura” ( o meu é autografado pelo Orígines Lessa, que me chamou de menina perguntadeira), “Os Meninos da Rua Paulo”, “Bisa Bia Bisa Bel”, “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, Marcos Rey, “O Menino Maluquinho” (eu também desenhava mapas de piratas e países estranhos), “Pluft”, a lista é imensa, mais os clássicos da literatura universal e toda a série “Para Gostar de Ler”, que, sim, ainda é vendida até hoje e está no número 14 ou 15 (ou mais).
Ai, falei de mais.
Também fui campeã de leitura na escola, quando estava na 4ª série, a aluna que mais retirou livros não-didáticos o ano inteiro, de toda a escola, 62 ou 64. Maharani mãe quase explodiu de orgulho, pai da Maharani passou em um sebo e trouxe para casa 50 livros da Coleção Clássicos da Literatura Juvenil.
Olha, acho que para a idade do Mateus tem muita coisa, revistinhas do Menino Maluquinho, Mônica e Cebolinha são muito bons, as imagens ajuda. “Lúcia Já Vou Indo”, “Marcelo Marmelo Martelo”,” o Monteiro Lobato, “A Bela Borboleta” (o Ziraldo tem muita coisa legal), “O Peixinho Dourado” (lindos desenhos!), olha a lista é graaande e dá para fazer um bom estrago bacana nas livrarias da cidade.
Vanessa, você vem ao Rio? Vamos marcar um chope!!!
Bjs bjs bjs
Eu aprendi a ler num livro/cartilha chamado ‘O barquinho amarelo” e “Bolinhas cintilantes”. Fui alfabetizada aos 5/6 anos, numa escola pra lá de alternativa, portanto infelizmente não conheço a Bolsa Amarela, nem a coelhinha Miffy… Mas adoro livrinhos infantis e vou dar uma espiada nestes que vc citou já que estou me preparando (estamos em treinamento…rs) e planejando um filhote!
Tb acho que a alfabetização é o divisor de águas… Sabendo ler caímos no mundo!
Linda fase está passando o Mateus!
E que sorte a dele ter uma super mãezona como vc!
Beijocas
Van
Clarinha AMA livrinhos e os que ela mais gosta são:
- Da Pequena Toupeira que Queria Saber Quem tinha Feito Cocô na Cabeça Dela
- Grúfalo
- O Filho do Grúfalo
- Adivinhe Quanto Te Amo
- Leo e Albertina
- Samanta Gorducha vai ao Baile das Bruxas
- O Macaco Danado
- Zoom
- A Princesa que Tudo Sabia Menos uma Coisa
Se quiser mais, te passo.
Saudades!
beijos
Raquel, que infancia lida, hein?! Lemos todos os livros, aliás. Só nao tive nenhum autografado pelo Origenes Lessa!
Que legal que o “Para gostar de ler” continua sendo editado. E sempre tem os sebos, né?! Mas, esses sao mais para o futuro. Neste momento, quero Ziraldo, Lygia Bojunga e tais. Agora, imagina o Mateus, que tem que abstrair em dois idiomas, lendo “Marcelo, Marmelo, Martelo”?! Vai pirar, meu filhote!!!
Olha só, voce nao acha que “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” é tudo, menos infantil?!
Ah, to indo para o Rio na semana que vem. Me passa seu telefone, pra gente marcar alguma coisa!
Camu, que fofo! A “Bolsa Amarela” é um clássico para geracao que está entre 30 e 40 anos! Este e “Bisa, Bia, Bisa, Bel” e “Marcelo, Marmelo, Martelo”, e outros. Geniais!!!
Mandita, fiquei com vontade de comprar todos só pelos títulos, que sao deliciosos! Desta lista, só conheco “Adivinha quanto te amo” (até a lua ida e volta!). Fofo. Fofo. Fofo.
Aliás, como voce sabe, meu desejo de vida é escrever livros infantis!
Van, pois olha só que coisa: desconheço a “Bolsa amarela”, mas conheço e adorava “Bisa, Bia, Bisa, Bel” e “Marcelo, marmelo, martelo”! Tá vendo… minha lacuna está apenas na “Bolsa amarela”! Ufa! rs
Bjk
OBS: Tb sou recém chegada na geração dos 30… faz dias…hehehe
Eu li “O gato Malhado e a Andorinha Sinhá” quando criança e o livro era e é vendido para criança, então eu viajei na leitura. Mas, concordo, não é tão para criança assim. Acho maravilhoso.
A molecada ainda lê esses livros, sim. Estão todos nas livrarias, não ficaram restritos a uma ou duas gerações.
Ziraldo é tuuuudo.
Me manda um email que eu te dou o telefone? Fico meio receosa de deixar assim, solto na web…
Bjs